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#TermômetroOscar2017: Os Seis Primeiros

Olá meus lindos, demorei a estreia no blog,
porque como de costume queria iniciar com o Oscar,
e é claro que todo esse tempo eu estava ocupada vendo
os indicados para começar a lista-los pra vocês.
Para que todos nós comecemos a fazer a nossa corrida até o grande
dia, então assim sendo, finalmente a primeira lista sairá...

antes de tudo preciso lhes informar que escrevi essa lista ao som da soundtrack de La La Land

Já que a temporada de premiações já começou e tivemos, SAG Awards, Critics Choice e o Golden Globes pra nos dizer quem são os favoritos a Le Le Levar tudo esse ano, acho mais do que justo inciar essa lista pra todos nós sabermos que esse ano os filmes estão maravilhosos e não temos só La La Land não. Então, preciso informa-los que essa lista será recorrente quando eu atingir o número total de seis filmes assistidos.

1. Fences (O Limite entre Nós) 
    Um filme do galã Denzel, dirigido e atuado pelo próprio, o roteiro se passa contando a história de um jogador de beisebol aposentado e a sua vida nada justa, Troy, baseado na peça teatral homônima. O filme segue um rumo em que o destaque a principio é sim o personagem de Denzel (Troy) e sua vida monótona e sem graça, inclusive o filme toma de inicio esse mesmo rumo com a intenção de te deixar entendiado por nada de diferente acontecer na vida de Troy e tudo se desenrola no quintal da sua casa e na tentativa de construir as cercas em volta da casa que sua mulher tanto pede. Aqui temos Viola Daves (Rose), apresentando sua personagem a principio como tantas outras que ela já abordou, como em Help (Histórias Cruzadas), a tipica mulher dona de casa, devota dos filhos e do marido,  até que o filme chega no seu clímax e sim, temos a sensação de ver através de Viola, ela transcende sua personagem e dá um show, finalmente Rose acorda da sua inercia e toma a atitude que todos esperávamos, virando totalmente o jogo e mostrando que o filme não é sobre Troy e sua frustração e sim sobre uma mulher que larga seus sonhos e desejos, se anulando para ser a esposa perfeita que o marido precisa. Alias, o elenco desse filme é um achado, a sintonia e a desenvoltura dos personagens são maravilhosas. Denzel fez um ótimo trabalho de direção aqui!

2. Hell or High Water (A Qualquer Custo)
   Com direção de David Mackenzie, este filme conta a história de uma tipica cidade do interior dos EUA, se não fosse pelo maravilhoso roteiro pode-se dizer que temos aqui um West Wood atual, onde dois irmãos planejam um assalto a banco por terem falido e estarem pra perder suas terras em quanto do outro lado temos o tipo delegado, que está para se aposentar, que entende de todas as artimanhas. 
Esse filme é um dos meus favoritos este ano, pelo magnifico desenrolar do roteiro, pela fotografia bem dirigida e contrastada, mostrando quase que cenas tiradas de quadros, a atuação pontual e precisa dos atores Chris Pine (Toby Howard), Ben Foster (Tanner Howard) e Jeff Bridges (Marcus Hamilton). Preciso ressaltar que este filme me lembrou um pouco a obra dos Irmãos Coen, o clássico Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men). Só por esse motivo, já digo que vale muito a pena dá uma olhada.

3.Hail, Caesar! (Ave! Cesar)
   E já que mencionei os Irmãos Coen, mais uma obra deles está concorrendo ao Oscar, dessa vez com Produção, e preciso dizer que maravilhosa produção temos aqui. Um filme que retrata o inicio da Hollywood e nos leva para dentro dos estúdios, mostrando como esse mundo maravilhoso do cinema funciona. E como é a vida de um produtor de estudio cuidando de tudo e de todos, com hora certa pra tudo e pontual para que nada saia do eixo, por trás temos um roteiro cômico, uma das vertentes dessa dupla fenomenal. E no elenco, maravilhosas estrelas como George Clooney, Channing Tatumm, Scarlett Johansson, Jonas Hill, Raph Fiennes, Josh Brolin e Tilda Swinton. Uma comedia que vale a pena ser vista pela sua produção eficiente

4. Capitan Fantastic (Capitão Fantástico) 
  Antes de iniciar minha pauta sobre esse filme, preciso dizer que andei indicando ele pra todos. Se tornou o meu favorito e entrou pra minha lista de filmes prediletos. Não por ser o que vai levar tudo no Oscar, infelizmente sei que não apesar de achar que merece alguns grandes premios sim, não só o de Melhor Ator, que por sinal Viggo Mortensen (Ben), deveria ganhar de Ryan facilmente, não Viggo não canta e dança em um filme, ele simplesmente atua e isso basta. Além dessa atuação, esse filme me ganhou em vários outros aspectos como fotografia, escolha de elenco, figurino, a direção e o roteiro, pra mim foi uma obra prima Matt Ross, se tornou um dos meus diretores preferidos em ascensão. O filme conta a história de uma família que vive a vida completamente diferente do que a sociedade impõem, na floresta, Ben junto com sua esposa, cria crianças prontas pra vida, além de serem prodígios, mas uma tragedia faz com que essa família saía da sua bola de cristal e enfrente o mundo como ele é, a grande questão ao saírem eles batem de frente com questões sociais que pra eles são diferentes, o que nos faz pensar o que é certo ou errado?

 Pra mim, esse filme tem uma grande referencia de Wes Anderson, o cara do Grande Hotel Budapeste, mas não foi essa obra que me fez ver a semelhança e sim Moonrise Kingdom.
5. Florence Foster Jenkins (Florence, Quem é esta mulher?)
    Nossa dose diária e anual de Meryl Streep, não poderia faltar. Mais um filme em que essa mulher consegue pegar a essência e nos mostrar com excelência seu trabalho, com um entrosamento de elenco divino entre ela e Hugh Grant como St. Clair e o nosso eterno Howie (The Big Bang Theory) ,Simon Helberg, como Cosme McMoon, esse trio nos contagia e conduz o filme com mastreia, um filme leve, com um senso cômico maravilhoso. Esse filme conta a historia de Florence, uma socialite de Nova York que queria a qualquer custo ingressar no mundo da música, o que excedia inclusive seu talento. E finalmente aqui posso citar o inicio de uma trilha sonora belíssima. Um filme sobre inocência e amor, contado de uma forma única, simples, e que arranca alguns sorrisos.

6. La La Land (La La Land - Cantando Estações)
   Agora vamos do famigerado, aquele que temos a certeza que irá le le levar tudo. Como não dizer que essa é a aposta certa desse ano, Damien Chazelle , fez um ótimo trabalho com Whiplash pra que La La Land pudesse sair do papel. E que obras primas esse cidadão fez. Finalmente, após Miseráveis, temos mais um musical descente pra lista e que durante seu tempo faz grandes homenagens aos grandes musicais clássicos como Cantando na Chuva, Grease, Moulin Rouge, West Side Story, entre outros mais. Aqui temos tudo que deu certo, todas as escolhas feitas por Damien conseguiram montar a cama pra um grande vencedor de prêmios. Tudo encanta, desde os figurinos escolhidos a dedo pra transparecer fluidez nas cenas de dança e movimento, as cores vivas, passando pela fotografia bem alinhada, com iluminação adequada e pontuais, os movimentos de câmera nos momentos exatos e na maioria das vezes nos dando a sensação de estarmo em cena, - aqui preciso dar uma pausa e salientar a cena de apresentação do filme que decorre de um plano sequencia do tempo de uma música e mais 2 minutos de cenas com falas, feita com maestria, assim como a cena inicial de Whiplash-, a escolha do elenco Emma Stone e Ryan Gosling tem uma sintonia em cena que nos passa veracidade, apesar de Ryan ter se saído muito bem em atuação, canto e dança, é notório que Emma irradia nas cenas, ela simplesmente parece conduzir o filme inteiro muito bem, acompanho Emma desde os filmes blockbusters e a sua capacidade de fazer grandes filmes pra mim surgiu desde Help (Histórias Cruzadas), Birdman ela apenas assinou sua entrada oficial em Hollywood.
   Outra coisa que é necessária ser citada é o roteiro, pra mim, não foi só um musical onde pessoas começam a cantar do nada, pra mim cada música teve seu encaixe perfeito, tão perfeito que te faz sair do cinema achando que a vida é musical que você pode iniciar seu monologo ali mesmo, mas não se trata só de um musical bem feito que parece real, trata-se de sonhos, de não desistir dos seus sonhos que parecem mais impossíveis, trata-se também do amor pra sempre mesmo que você siga a sua vida, sempre irá existir aquela pessoa que você imaginaria como seria a sua vida se vocês tivessem feito outras escolhas.

   Então digo... La La Land, você pode le le levar tudo, pois Damien você fez a gente voltar a acreditar que nossos sonhos podem se realizar.

YouTube com CineClube: Como Eu Era Antes de Você | Tay Sabádo

Oi galerinha :),
já tem algum tempo que postei esse
vídeo lá no canal.
Sei também que essa resenha,
tá mega atrasada,  mas pelo menos digo
que vale a pena ver enquanto
não saí a tão pedida do Esquadrão Suicida.

   Então... como ouvir um pouquinho mais sobre o filme de amor mais lindo que saiu esse ano não faz mal a ninguém. Deixo vocês com a Resenha de "Como Eu Era Antes de Você".
   Pra quem ainda não sabe, "Como Eu Era Antes de Você", é um filme baseado no romance da autora JoJo Moyes cujo o título original "Me Before You", o filme é dirigido por Thea Sharrock, no elenco temo um time maravilhoso que conduz esse drama romântico muito bem: Emilia Clarke, Sam Claflin, Jenna Coleman, Charles Dance, Matthew Lewis, Ben Lloyd-Hughes e Janet McTeer .
   Caso você ainda não tenha visto, aqui deixo a sinopse e logo em seguida o meu vídeo pra te deixar com vontade de ver ou rever essa coisa linda.

Sinopse: Will (Sam Claflin), um rapaz da alta sociedade e muito bem resolvido, leva uma vida maravilhosa cheia de conquistas, viagens e esportes radicais até sofrer um grave acidente, que muda sua forma de viver e enxergar a vida, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). Neste momento Louisa Clark (Emilia Clarke), uma linda jovem com uma forma peculiar de ver e viver a vida, de origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, é contratada para cuidar de Will. Ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, algumas coisas começam a mudar...

YouTube com CineClube: Invocação do Mal 2 | Tay Sabádo

Eita que tem post macabro hoje,
vamos fazer o sial da cruz e orar um
pai nosso que o assunto é pesado.

   Finalmente a tal aguardada sequencia de Invocação do Mal, já está disponível nas grandes telas e chegou apavorando todo mudo. Com mais uma vez a direção de James Wan, que dirigiu Jogos Mortais, Invocação do Mal, Anabelle e até mesmo Velozes e Furiosos 7.
   Com um estilo de terror focado mais em afetar o psicológico do publico do que com os clichês que sempre procuramos nos filmes de terror. Invocação do Mal 2, traz mais um dos 1786391 de casos que os Warren solucionaram nos EUA, dessa vez o caso escolhido para reprodução cinematográfica fica por conta do caso da família Hodgson, no Reino Unido, conhecido também como o caso de Amitiville Britânico, por ser considerado pela mídia um caso "fake" de acontecimentos paranormais que conseguiu ganhar um grande destaque midiático, mas segundo a própria Lorraine Warren, que ainda está viva, o caso é veredicto.  
   O filme conta mais uma vez com Vera Farmiga e Patrick Wilson, que viveram os Warren nno primeiro filme, neste mostra um entrosamento maior do casal o que faz empatizar imediatamente com o casamento e o amor deles, outro destaque fica por conta de Madison Wolf, a atriz que dá vida a Janet Hodgson e digo que de forma brilhante, tanto que sua atuação consegue prender a atenção e passar veracidade que o James Wan tanto preza.
   A trilha sonora também é outro fator que contribui bastante para causar a tensão e afetar o psicológico de quem o vê, além das escolhas de plano de câmera e tons para fotografia que conseguem te levar pra um ambiente carregado, sem vida, que está morrendo aos poucos e sugando qualquer tipo de felicidade que poderia existir naquela família. Os planos de câmera, nos passam a sensação de estarmos presentes em cena constantemente passeando junto com os atores e tendo conhecimento dos ambientes.
Fotos Reais
  O roteiro, outro ponto para o diretor ele consegue no meio de toda essa escuridão e momento de tensão, consegui brechas para alívios cômicos e momentos que nos fazem conectar ainda mais com os personagens e causar empatia com a situação e com eles próprios.
Assim como em todos os seus filmes, James Wan, compartilha conosco ao final as imagens do caso real, e dessa vez ele se propos em reproduzir tudo como realmente foi. O que deixa tudo mais forte e bizarro.

 








  Para saber mais, aqui vai um videozinho falando da minha experiência com esse filme e mais algumas curiosidades:

               


YouTube com CineClube: Alice Através do Espelho | Tay Sabádo

   Olá meus idealistas, é tempo de voltar e hoje temos uma resenha em que o tempo me foi roubado para que fosse escrita, mas que  finalmente saiu.
   Então que tal voltarmos ao País das Maravilhas para rever amigos queridos e matarmos a saudade? Assim poderia começar a introdução para a continuação de Alice no País das Maravilhas, mas Alice Através do Espelho vai além de apenas um reencontro de personagens, mundos e amigos. Tendo como base o seu antecessor, o Através do Espelho, traz o mesmo principio de se guiar pela obra do ilustre Lewis Carroll e não passa disso, o guia mesmo, com referencias pontuais a obra. 
   Nessa continuação, Tim Burton optou por ficar no segundo lugar que ele mais adora no mundo do cinema, a produção, no qual fez um excelentíssimo trabalho. A direção ficou por conta de James Bobin, que na minha humilde opinião não soube conduzir o filme, deixando os personagens sem um relacionamento mais profundo, sem conhecimento a mais e potencializar amizades. Aviso-lhe que se você está indo ao cinema esperando algo bem mais dark como o primeiro, esqueça essa ideia, pois como disse, Tim Burton não dirigiu esse filme.
  Aqui o ponto inovador se dar pelo roteiro que não segue em nada a construção da história contada por Lewis Carroll, assim como no primeiro, Linda Woolverton optou por conta um outro tipo de história e que inclui-se algo a mais do que...  e mais uma vez o dia ser salvo, graças a menina de cabelo amarelo. Nessa história temos a interação maior de Alice e Chapeleiro, mas principalmente uma viagem no tempo em que nos mostrará como tudo teve inicio para originar o tão maravilhoso País das Maravilhas, além é claro de nos contar o que levou cada personagem a ser o que é, a agir como age e a ser maluco a sua maneira. É nessa parte que começamos a ter o ponto alto de todo o filme, as descobertas juntamente com Alice.
   Outro ponto bastante consistente é o desenvolvimento do personagem Tempo e a relação de Alice com o mesmo, ela nos apresenta o personagem de uma forma em que não estranhamos o seu olhar perante ele, afinal tempo é um vilão (será mesmo?). Achei que Sasha Collen desempenhou está personagem muito bem, dosadamente, soube dar o que o público e Alice achavam e quando foi necessário se revelou de uma outra forma na qual podemos entender o tempo.
   Um dos pontos altos do filme, certamente, são os seus tempos cômicos que acontecem ao decorrer de todo o filme, mas que em certos momentos arrancam gargalhadas maravilhosas, principalmente no encontro entre a turma do chá com o tempo (deixo aqui a minha dica. Preste atenção nessa sequencia). Além é claro de podermos ouvir, pela última vez, o som da magnifica voz do nosso eterno Alan Rickman como Absollem. (Ah! o filme inclusive, nos pós créditos, é dedicado a ele)
   Alice Através do Espelho não foi, certamente, um dos grandes filmes do ano mais vale a pena ser visto, teve temáticas bastante pertinentes como o empoderamento feminino, família, amor de irmãos, não desistir dos sonhos por mais impossíveis que eles pareçam, aprender com o tempo e muito mais e é sobre esse pouquinho mais que abordo na resenha colocada no canal, então dá o play e curte mais um pouquinho de Alice Através do Espelho:




YouTube com Cineclube: Capitão América - Guerra Civil | Tay Sabádo

Olá meus lindos :).
Peço perdão pela semana sumida e sem postar
nada por aqui :x. Tempo corrido, mas, hoje,
depois de muitos séculos e estando muito atrasada
consegui fazer a resenha de Guerra Civil.

   Então, espero que gostem do review, que demorou mais saiu, mas o importante é que foi feito. Não é mesmo? :D.
  Dessa vez não tem nenhuma introduçãozinha, como de costume, porque assim como em Mogli, consegui expor e contar tudo o que pensei, achei e encontrei sobre a nova produção da Marvel , que traz o enredo que anda ganhando a atenção do público, o confronto de duas ideias, a escolha de um lado, o tomar de um decisão que pode acarretar em mil consequências. Então vamos ao que interessa... aperte o play e curta o vídeo :)



Youtube com Cineclube: Mogli: O Menino Lobo | Tay Sabádo

Finalmente vou poder compartilhar
com vocês a minha experiência ao ver o
novo live action da Disney que traz o menino
lobo mais fofo do mundo, Mogli.

   Como de costume vocês já sabem que sempre gosto de fazer uma introduçãozinha contando a história, sinopse e curiosidades quando resolvo postar combinados no blog de vídeo + conteúdo. Afinal gosto de deixar todos vocês bem informados e por dentro do assunto, além de complementar com a minha experiência e minhas opiniões em vídeo. Assim sendo com The Junglebook não seria diferente.
   Pra quem não sabe O Livo da Selva veio da literatura, do ano de 1894, escrito por Rudyard Kipling que fez uma coleção de histórias que inicialmente foram publicadas em revistas. A partir de então o conto começou a ganhar as telas do cinema com variadas adaptações, porém, a mais conhecida e reconhecida veio em 1967, em forma de animação, produzido pela querida Walt Disney que nos presenteou com a história de Mogli, um menino indiano que foi abandonado na selva e acabou sendo criados por lobos.

   The Junglebook entra na lista das animações da Disney, como décimo-nono filme produzido e lançado pela companhia, com direção de Wolfgang Reitherman -nome bem sugestivo, não é mesmo?- e foi a última produção acompanhada de perto pelo titio Walt, que acabou falecendo ainda durante a produção do longa. Mas o que poucos se recordam é que já existe um live-action de Mogli produzido pela própria Disney que foi lançado em 2003, além também da continuação da animação de 2003. Mas não estamos aqui para relembra da animação, apesar de ser quase que impossível,
   Assim sendo, seguindo essa linha de pegar clássicos e remasteriza-los para live-action. A Disney achou que a bola da vez era o garotinho indiano, dono da selva. E em 2016 lançou o novo Mogli: O Menino Lobo, dessa vez com direção de Jon Favreau e escrito por Justin Marks. E o resultado você confere nos cinemas. Jon teve uma boa recepção quanto as criticas: pela sua direção, os efeitos visuas e o show de dublagem da galerinha escalada para dublar os personagens icônicos como Bill Murray como Balu, Ben Kingsley como Baguera, Idris Elba como Shere Khan e Scarlett Johansson como Kaa.
  Jon também foi elogiado por ter se mantido fiel a animação de 1967 e ao livro de Kipling, aqui vai um vídeo de cenas comparativas:

             


   E como não tenho muito mais o que falar, me resta sentir e compartilhar com vocês o que achei de tudo isso, como foi ver uma das minhas animações de cabeceiras em live-action e tão bem produzidas.

                   



YouTube com CineClube: Disney vs DC | Tay Sabádo

Mais um vídeozin :D
Olá meus idealistas maravicherrys,
(adorando essa nova forma de se expressar).

Hoje temos uma temática muita linda e nerdica - acho que essa palavra nem existe, mas vamos lá- no blog. O plost twist de hoje - tô demais nos termos hoje- teremos duas titãs do mundo, duas produções que deram o que falar, dois filmes que ainda estão rendendo muitas criticas. Hoje temos o combinado de Zootopia com Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Até pensei em fazer uma introduçãozinha no blog, com um textinho que sempre faço, mas dessa vez acho que consegui colocar pra fora tudo o que pretendia no vídeo. Ah! Vou deixar aqui apenas a sinopse pra vocês, já que não costumo citar nos meus vídeos.

Sinopse: Zootopia   
   Judy Hopps, uma pequena coelha do interior, filha de agricultores que plantam cenouras há décadas. Mas ela tem sonhos maiores: pretende se mudar para a cidade grande, Zootopia, onde todas as espécies de animais convivem em harmonia, na intenção de se tornar a primeira coelha policial. Judy enfrenta o preconceito e as manipulações dos outros animais, mas conta com a ajuda inesperada da raposa Nick Wilde, conhecida por sua malícia e suas infrações. A inesperada dupla se dedica à busca de um animal desaparecido, descobrindo uma conspiração que afeta toda a cidade.

Sinopse: Batman vs Superman
   Após os eventos de O Homem de Aço, Superman (Henry Cavill) divide a opinião da população mundial. Enquanto muitos contam com ele como herói e principal salvador, vários outros não concordam com sua permanência no planeta. Bruce Wayne (Ben Affleck) está do lado dos inimigos de Clark Kent e decide usar sua força de Batman para enfrentá-lo. Enquanto os dois brigam, porém, uma nova ameaça ganha força.

 Sem mais delongas... vamos dá o play e curtir essa resenha :D

         


Comente, curta e compartilhe se você gosto do vídeo :)

#TermômetroOscar2016: A Grande Lista Final


Olá, meus idealistas cinéfilos.
Peço mil perdões pela última lista sai tão em cima
da premiação, mas as últimas semanas foram bem corridas.
Mas não desisti não, vamos aos últimos vistos e indicados do Oscar.
TAN TAN TAAAAAN

Aos desinformados, venho lhes lembrar que o Oscar acontece neste domingo (28), ás 20h30. Pode ser visto através de canais pagos ex.: TNT


21. Anomalisa

   Uma animação de teor cômico-dramático-romântico, dirigido por Charlie Kaufman e Duke Johnson. Que conta a história de um escritor/palestrante, Michael Stone.
   Uma produção que traz uma temática oposta do que as animações venham a propor. O roteiro consegue nos mostrar de forma clara, como seria o nosso mundo, como estamos vivendo em sociedade através dos olhos de Michael, um personagem com uma visão diferente dos demais e tem um modo de ver a vida muito monótono, padrão e igual para ele nada é diferente, o que chega a ser irônico por trabalhar dando palestras motivacionais. Mas temos um fator muito importante e que é retratado no filme de uma forma sútil pelo diretor, tão sútil que se não prestar atenção passa completamente despercebido e talvez o filme lhe passe uma outra ideia.
   O nosso personagem principal possui a Síndrome de Fregoli , - vamos a uma explicação rápida -(o indivíduo acredita que está sendo perseguido por pessoas conhecidas, como parentes, amigos ou colegas. Embora o indivíduo seja capaz de reconhecer as pessoas, ele acredita que os seus conhecidos ou pessoas próximas o tenha enganado, ou então, que estão disfarçadas, mudando, na realidade, sua aparência física, sendo ainda a mesma pessoa internamente.) Fonte: http://www.infoescola.com/doencas/sindrome-de-fregoli/ . - depois desse breve parentese, vamos voltar ao texto- 
   
   Sendo assim a obra gira em torno de toda essa temática, e a forma como se foi escolhida para retratar isso, é simplesmente brilhante: personagens idênticos fisicamente e com a mesma voz, independente do gênero. Os únicos personagens que fogem ao padrão é o próprio Michael e as pessoas que lhe são interessantes, com algum diferencial, ou seja, anormais . 
   E ai chegamos ao nome dado a produção, ou quase, para completa-lo precisamos de mais um fator, chamado Lisa. Michael conhece Lisa e se interessa instantaneamente por vê-la diferente do padrão denominado por ele. Sua forma física, sua voz, sua forma de pensar e agir mostram a real Lisa e a partir daí temos o relacionamento mais real e próximo da realidade, o que muitos filmes hollywoodianos tentam fazer, mas apenas idealizam o relacionamento perfeito.

  Em Anomalisa, temos presentes todas as nuances de um relacionamento, desde o conhecer e do saber o que falar, das inseguranças, dos conflitos, do momento da primeira relação sexual e a estranheza do não conhecer o parceiro e o próprio corpo, a timidez, o fazer planos, e a rotina. Tudo isso vivido em apenas alguns segundos e sem sair de um quarto de hotel.
  Com uma fotografia poética e com uma técnica que a dúvida entre são bonecos, misturados com pessoas? Brilhante. Um stop-motion muito bem produzido e que vale muito a pena ser apreciado +5

22. Joy
   Mais uma produção de David O. Russell, protagonizado -um doce pra quem acertar- por Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e mais umas outras figurinhas relevantes.
    Um roteiro biográfico -esse é o ano biográfico do Oscar- que conta a história de Joy Mangano, uma empresária norte-americana que passou por milhões de coisas até conseguir ser vista como queria (sim, temos aqui uma história de superação feminina). Russell certamente prestou atenção no mundo, afinal feminismo está em alta e em pauta atualmente.
   Mas... infelizmente em uma história que tinha tudo pra ser bem contada e gerar empatia, temos aqui uma grande questão: O QUE DAVID O. RUSSELL FEZ? Sim, do inicio ao meio do filme temos uma total desorganização. Uma grande gama de conteúdo e muitos nadas, muitos porquês não respondidos, muitos cortes e haja corte, já disse que teve infinitos cortes?. Ai você me diz "Ah, Tay é a estética dele, o estilo". Nem isso rolou, uma estética mal estudada, pelo simples e único fato de você não ter tempo de gerar empatia com a personagem de JLaw, você não tem tempo de se importar "será que ela vai conseguir? ou Tadinha, ela não tem tempo pra si". Se a intenção dele foi nos passar que a rotina dela é tão corrida a ponto de não se ter tempo pra explicar e viver o minimo. Ok, até diria que seria uma dentro, se ele tivesse feito de um jeito melhor, que fizesse cortes mas faça com consciência. O que parece foi que a produção era de duração de 5h e ele teve que reduzir pra 2h4min, é a única saída era reduzir o inicio que era totalmente descartável. Pra mim uma imensa falha de roteiro e direção, principalmente.

  Mas calma, na metade pro fim melhora. Acredite!

  Quanto a atuação, acho que JLaw foi O.K, mas se pararmos pra pensar nos filmes em que ela concorreu, esse é faz o seu papel muito bem. Apesar de achar que no momento em que Bradley Cooper aparece, a sua atenção se volta totalmente pra ele, a atuação dele se sobressai mais que de Jennifer Lawrence. Ele literalmente rouba a cena!

  Achei um filme super-valorizado, não acho que mereça esse burburinho todo que a Academia costuma fazer, sobre "Nossa!Que Filme". Sinceramente, pra mim está ao nível de Boyhood , do ano passado.

23. As Memórias de Marnie
   Uma produção -do lindo- Studio Ghibli, e baseado no romance "When Marnie Was There" de Joan G. Robinson, a animação foi escrito e dirigida por Hiromasa Yonebayashi, E para a tristeza de muitos de nós esse foi o último filme de produção do Studio.
     O filme conta a história de Anna, uma garota adotada que sofre de doença asmática e é mandada para o interior, para curar sua doença, além de ser completamente fechada e sem amigos.
   O roteiro segue a linha dos tantos filmes do Studio, se nota a semelhança com várias produções, o contexto familiar, a ausência de algum parente ou pessoa próxima/especial a personagem, o uso dos contos e fabulas para expressar uma moral, um rumo bem Ghibli que estamos acostumados. Em muitos momentos percebemos a complexidade da personagem Anna e de sua inseguraça, junto com o mistério que envolve a coadjuvante Marnie, em muitos momentos a dúvida de que as duas possam ser um casal é bem notável, até pelo fato de na cultura japonesa isso ser bastante comum o amor em suas várias vertentes. A conexão de Marnie e Anna é totalmente transparecida na animação, o que deixa o telespectador com a dúvida do "será que tem algo além de uma forte amizade?"; "Qual o mistério por trás de Marnie?", mas o roteiro peca um pouco no excesso de conteúdo e de mostrar detalhes, o que deixa o filme cansativo e longo, porém não perde o encanto e o mistério.
   Indico aos que gostam do estilo da animação e da forma de contar histórias tão peculiar do Studio, se você gostou e apreciou filmes como: Meu Amigo Totoro, O conta da Princesa Kaguya, Vidas ao Vento, O Castelo Animado, Ponyo - Uma amizade que veio do mar (...)
   Pra mim esse filme merece ser visto pela sua beleza de traços e escolhas fotográficas e pelo seu enredo educativo, reflexivo e de uma moral sensacional.

24. AMY
  O primeiro documentário da lista, AMY, realizado por Asif Kapadia, que retrata o incio da carreira de Amy e o seu fim. Um dos documentários de artistas mais belos que já pude assistir, retrata a personalidade, o jeito, as atitudes, seus vícios e seu amor tão intensamente que transpassa a você a vida que ela teve. Nota-se a ingenuidade e a forma natural que ela tratava a música, onde tudo o que lhe interessava era cantar seu blues jazz, viver sua música e tocar as pessoas que a escutavam. Nos mostra uma Amy, que talvez não imaginávamos, completamente frágil e ciente de que o vicio lhe traria grandes problemas.
  A montagem do doc. com cenas de backstages e videos caseiros nos mostram a transparência de Amy, juntamente com sobreposições de letras dos seus grandes sucessos, ao passar das imagens. Entrevistas emotivas, sinceras e contando a simplicidade de Amy. Impossível não se envolver, se emocionar e tentar imaginar que tudo poderia ter sido diferente, certamente uma belíssima homenagem e uma forma sensacional de matar a saudade, e descobrir um pedacinho que faltava de Amy.
 Aos que se interessaram, aviso os desavisados que está disponível na Netflix.

25. Ex-Machina
   Peço mil perdões por finalizar essa lista faltando alguns filmes a serem comentados como o tão comentado Ex-Machina, escrito/produzido e dirigido por Alex Garland, sendo o filme como sua grande estreia como diretor 
   O Oscar se aproxima, e ando enfrentando alguns probleminhas que me impossibilitaram de concluir essa lista a tempo. Mas de antemão digo para assistirem Ex Machina pela atuação impecável, segundo os críticos, de Alicia Vikander. O que pra mim não é a única que merece ser comentada e ressaltada consta no elenco, também, dois outros atores que se destacaram esse ano e merecem total respeito Domhnall Gleeson, - que se mostrou um grande ator em várias vertentes tantas que nem se percebe que é a mesma pessoa, ele esteve presente em muitos filmes indicados como Star Wars: O Despertar da Força; Brooklyin; O Regresso e, é claro, Ex-Machina - e outro que merece ser citado é Oscar Isaac - que fez O Ano mais Violento e o atual e queridinho Star Wars: O Despertar da Força-.
   Ah sim! vale ressaltar aqui, as poucas cenas vistas por mim, que achei a fotografia e as escolhas de plano e movimentação de câmera muito bem feitos, não sei se foi só na cena que pude apreciar, mas.. fica aqui minha ressalva. 


Sendo assim...
Informo que chegamos ao fim dos indicados desse ano,
desejo a todos um ótimo programa Oscar, seja vendo sozinho,
com os amigos, com a família, pela Globo, pelo canal pago, Online
ou vendo a transmissão de Tiago Belotti.
Um bom Oscar, uma boa vibração ao nosso DiCaprio <3
vamos lá!











#TermômetroOscar2016: Reta Final dos Indicados

Oi meus apaixonados pela sétima arte,
a lista dos filmes indicados está chegando 
na reta final e logo mais poderei fazer o post
indicando a vocês os meus Top 10.
   Mas vamos logo a mais uma lista de cinco filmes que eu conclui por esses dias -sei que demorou, perdão, andei meio ocupada com um projeto que em breve colocarei aqui no blog como #DicadoMês-. Vamos a lista dos cinco vistos da semana:

16. 45 anos (45 Years)
   Um filme de drama britânico, dirigido e roteirizado por Andrew Haigh, no qual foi baseado no ensaio de David Constantine "In Another Country". O filme se passa em torno de um idoso casal que está prestes a completar aniversário de 45 anos de casados, mas uma noticia abala Geoff Mercer, interpretado por Tom Courtenay, e o deixa fissurado por esta noticia trazendo a tona sentimentos antigos que acabam abalando e desestruturando sua esposa Kate Mercer, interpretada por Charlotte Rampling. A partir deste ponto a história se desenrola e nos prende.
   
   Uma obra de uma sensibilidade incrível que mostra como um relacionamento de tantos anos pode se tornar monótono, mas sempre pode haver algo que quebre a rotina e a mornidão da relação. Levando assim os personagens a refletir sobre o que realmente desejam e se o que têm é o que realmente querem. A fotografia retrata muito bem o ambiente sem vida, monótono chegando a ser até depressivo , cores suaves e frias para retratar exatamente isso a frieza e a falta de afeto constante com o passar dos anos, se tornou em apenas companheiros para a eternidade.
   
   Porém o mais impressionante neste filme é a atuação de Charlotte, ela que te traz pra história e te mantém atento nela, ela consegue te passar todos os sentimentos: aflição, preocupação, amor , companheirismo e a ausência de muitas retribuições que ela espera do marido e que ela não tem. Uma história comovente, mas lenta, segue um ritmo dramático bem melancólico. Mas pra mim a melhor parte é os minutos finais, onde temos o amadurecimento da personagem, onde suas dúvidas cessão e se dar a entender que ela fez uma escolha. Outra coisa que merece ser citada, é a trilha sonora deste filme que foi pontual e repassa a essência da relação.

17. Steve Jobs|  

   Um filme de drama biográfico, dirigido por Danny Boyle que conta a história de, obviamente, Steve Jobs o cofundador da Apple.
   Primeiramente preciso deixar claro aqui o quanto esse filme pra mim era considerado sem noção pela escolha do cast que não batia em nada com as pessoas reais e por tanto na minha ilustre cabecinha seria um filme totalmente descartável. Pois é, foi ai que me impressionei e fez notar o quão magnifico é este filme nos quesitos técnicos, totalmente impecável (pelo menos eu achei).

  No ponto do roteiro, o cara merce ser aplaudido de pé, achei sensacional toda a história, o contexto e os diálogos. Tudo muito bem esquematizado e todos os atores tem sua chance de se sobressair, mas o que mais chama a atenção é a escolha do diretor de se utilizar das nuances e ideias que o roteiro dá e contextualizar da seguinte forma: Jobs é um maestro, sua invenções são o espetáculo, as pessoas que trabalham pra ele são a orquestra que ele conduz e o público, bem, é o público. Com essa percepção o filme ganha um novo tom e um olhar espetacular.

  E ai entra a fotografia/movimentos de câmera e suas escolhas estéticas que junto com os efeitos visuais, nos leva pro mundo perfeccionista, autentico e clean da mente de Jobs. Os enquadramentos são sempre harmonizados, centrados e com pontos de fuga; a iluminação sempre bem pontual, clara e evidencia o que precisa ser evidenciado; os movimentos de câmera nos dão a percepção de estarmos ali a todo instante, fazendo parte da cena e acompanhando cada passo dos personagens; os efeitos visuais contribuem para nos dar explicações visuais do que Jobs pensa. 

   Outro ponto que merece ser citado e exaltado -ai eu mordo a lingua- é a escolha do elenco mesmo que alguns personagens (ou todos) não pareçam em nada com as pessoas que retratam, digo que as atuações estão muito boas. Kate Winslet como Joanna Hoffman, realmente merecia essa indicação - esqueça da atuação dela em Titanic- neste filme ela mostra o seu potencial e nos convence disso. Assim como Michael Fassbender como Steve Jobs, apesar de sua aparência física não ser parecida com a de Jobs, Michael nos repassa toda a essência, característica, genialidade, ousadia, perfeccionismo, visão de mundo e de marketing  que certamente Jobs tinha e isso nos faz esquecer completamente a fisionomia do ator. 

   Uma dica: se você, assim como eu, gostou das escolhas técnicas de Birdman certamente apreciará esse filme tal como.

18. Shaun, o carneiro (Shaun the Sheep)

   Uma animação de stop-motion de massinha de nacionalidade britânica, produzida pela Aardman Animations. O que você talvez não saiba é que este filme é originalmente um desenho spin-off da franquia Wallace e Gromit
   O filme se baseia em um dia que a rotina já está acabando com todos da fazenda e os afazeres se tornaram escravizantes, o que fez perder a espontaneidade de todos e principalmente do Dono, e Shaun tem a a grande ideia de dar a todos um day off, mas ai tudo saí completamente do controle do carneiro da-se inicio a uma grande aventura na cidade grande atrás do Fazendeiro.

  Com um roteiro que enfatiza a ideia de que o animal é o melhor amigo do homem, trazendo assim uma história completamente tocante de Shaun juntamente com seus amigos atras do seu dono na cidade grande, mas com o que eles não contam é com a perda da memoria do Fazendeiro e a partir dai, uma história que você pensa que não deveria ter sido digna de indicação lhe dá um belo tapa na cara e lhe mostra a sua importância e que merece estar aonde chegou.

   Com alívios cômicos maravilhosos, um filme que apesar de não ter diálogos - e essa é uma das belezas dele- consegue repassar todas as emoções e expressões de maneira sincera e pontual. Uma animação sem exageros, e com uma simplicidade que te comove e te conquista. A trilha sonora e os efeitos de som, casam e se unem perfeitamente com a falta de dialogo da obra, dando a ela um toque a mais de expressividade. Um filme gostoso de se ver e de interpretar.

19. Straight Outta Comptom: A História do N.W.A (Straight Outta Comptom)


 Um drama biográfico, -mais um na lista- dirigido por F. Gary Gary, um filme que se baseia em fatos reais e conta a história do grupo musical gangsta rap N.W.A, entre os anos de 1987 à 1995.
   Com um roteiro que evidencia e nos mostra a realidade das ruas de NY, nos anos de 1987, onde negro, do gueto, andando na rua certamente estava fazendo algo de errado e estava envolvido com drogas. Por tanto o preconceito e o racismo é bastante presente no enredo, sendo até agressivo e revoltante de ver como esse tipo de comportamento era tão presente e considerado "normal". Ainda se levanta a questão do abuso policial, em relação aos negros, pobres, do gueto. Aqui literalmente a aparência era julgada.

   Os atores são muito bem dirigidos e atuam perfeitamente, uma coisa que chama bastante atenção é o amadurecimento de cada personagem, cada um em times diferentes. O que nos faz perceber e acompanhar a evolução de cada um independente. A semelhança dos atores com as pessoas que representam, também é um fator a ser apontado aqui.

  A fotografia desse filme acompanha a intenção e o enredo da história, escura, fria e bem contrastada para acentuar ainda mais o mundo que era considerado marginal. Com evolução da história e da mudança de estilo de vida dos personagens, a fotografia muta sendo bem mais clara e nítida. O que se nota bastante é o estilo fotográfico do filme, juntamente com os movimentos de câmera que lembram e nos remetem ao estilo de filmagem de videoclipe de rap, achei essa escolha do diretor de fotografia interessante e muito válida +5.

  Algo bem marcante nesse vídeo que acompanha a fotografia, é a Trilha Sonora, pesada, ao estilo gueto e com muito recurso rapper. Pra mim foi uma trilha sonora muito bem produzida e harmonizada com o enredo da história, e é exatamente ela que te prende do inicio ao filme da obra.

Um bônus: nesse filme os grandes nomes do rapper, são citadas, mostradas e aparecem (mais novas)


20. O Menino e o Mundo (The Boy and the World)

   Uma animação brasileira conseguiu chegar ao tao sonho Oscar, dirigido por Alê Abreu, um filme que curiosamente foi lançado em 2013 conseguiu ser destaque entre as animações do ano de 2016 - da-lhe Brasil- 
 Um filme de um tato único, o roteiro basicamente nos dá esse ideia de que uma criança desenhou aquilo tudo e tudo ali retratado foi exatamente como ele viveu e como ele vê, a obra aborda questão nada infantis, na verdade um tanto quanto reflexivas sobre a sociedade que vivemos, o capitalismo, o auto-descobrimento, a desigualdade social, o desemprego, desmatamento, poluição, alienação, politica do pão e circo ... e por ai vai, deu pra entender o quão carregado de conteúdo esta obra é. Sem contar a varias coisas de simbologias que são notáveis e recorrentes. Mas acredite, tudo isso é trazido à tona de uma forma tão leve e pura, infantil mesmo.

   Toda a carga dada no roteiro é balanceada com os traços escolhidos pra contar o enredo, junto com uma explosão de cores magnificas e uma trilha contagiante (tipicamente brasileira), mas tudo isso sem exageros, na verdade muito bem administrados. O diretor se utilizou de diversas técnicas para criar o universo mostrado na obra, a criação dos cenários e dos personagens foi feita com materiais tipico da pré-escola: lápis de cor, giz de cera, colagem e pinturas.

   Maravilhada e orgulhosa, essas são as duas palavras que resumem esse filme pra mim. Alê Abreu conseguiu administrar toda essa carga de conteúdo, emoção e cor esplendidamente. Ouso até dizer que esse filme dispara na frente de todas as animações indicadas, na minha humilde opinião compete de frente com Divertida mente e pra mim se O Menino e o Mundo chegar a vencer, não acharia nada ruim e aplaudiria de pé a escolha da Academia.

  Pra você que talvez pense: "Uma animação que poderia ser muito bem um curta". Alê Abreu te explica "Costumo dizer que O Menino e o Mundo nasceu dentro de um outro filme. Na época eu trabalhava no desenvolvimento de um anima-doc (documentário com animação) chamado “Canto Latino”, que lançava um olhar sobre a formação social, política e econômica da América Latina, do quanto nossos países têm uma história tão comum e de que forma ela chega na globalização dos dias de hoje" 

   Uma dica: fique atento em algumas partes e personagens do filme, pois serão a essência pra você entender a trajetória da história






#TermômetroOscar2016: Os Cinco Filmes da Semana


Meus idealistas cinéfilos, aqui estou eu
mais uma semana e postando mais uma vez 
sobre filmes, Oscar, sei que tem muitas
outras coisas a serem ditas/comentadas
e que merecem espaço aqui. 
Mas confesso que o Oscar nada mais é um pretexto pra encher vocês de informações sobre filmes e soltar o meu lado critico por aqui :D, que espero valer de algo pra alguém mesmo com o minimo de conhecimento que tenho sobre o assunto. Por tanto, aceite essas listas semanais como um presente pra você, uma lista de filmes que você pode ver nos finais de semanas ao longo do ano :D. Assim sendo, depois desse breve prologue vamos ao que interessa.

11. Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme (The Peanuts Movie)
   
   Apesar de não ser um dos indicados a Melhor Animação, este filme merece ser citado -assim como outros foram-.
    Não é um filme que nos traz uma história toda comovente, cabeçuda ou que tenha algum diferencial no roteiro que mereça ser enaltecido. Mas é um filme que vale a pena ser visto, pela mesma sensação em que o filme do Pequeno Príncipe nos desperta, Nostalgia. Não é que o roteiro seja ruim, é apenas um roteiro simples, um conto pra criança de fato. Com duas histórias paralelas, que de alguma forma se encaixam, - a história do Snoopy com seu arque-inimigo Barão Vermelho e a de Charlie Brown e a Garota Nova- duas historinhas que nos trazem a lição de ser você mesmo, pois alguém gostará de você assim; ser honesto, independe de qualquer coisa; se esforça e acreditar que você é capaz, pois você é capaz mesmo; e o mais importante de tudo, a lição de que as grandes amizades estarão ao seu lado em qualquer momento.

    Em sua questão visual, um filme bem diferente por manter sua linha cartoon. O que deixa a animação com um aspecto quadrinho e de traços bonitos, eu sinceramente me apaixonei por esse tipo de modelagem.

   E o que dizer do Snoopy, posto ali pra dar mais fofura ainda no filme, trazer TODOS os alívios cômicos, e dar dinamismo pra toda ação ocorrente.  

12. A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl)


   Um filme com direção de Tom Hooper, baseado no romance homônimo de David Ebershoff e inspirado também na história de Lili Elbe e Gerda Wegener pintoras dinamarquesas.
  Preciso começar dizendo que ouvi muitos comentários sobre está obra e que um deles foi que apesar de ser um filme bonito pelo romance era um filme bem incomodo, o que já não achei. Achei que o roteiro foi bem conciso no inicio, deixando nos transparecer um pouco da feminilidade do personagem Einar Wegener, que aos poucos vai descobrindo este seu lado e vai o moldando, o amadurecendo até se transforma em Lili, algo que de uma brincadeira acabou se tornando parte dele, e aqui o diretor consegue mostrar esse conflito do personagem de forma poética. Mas, chega em um momento em que tudo se torna forçado, o contar da história na verdade, temos a sensação de que o diretor quis prolongar o filme mais do que ele precisava. O famoso caso de menos é mais, o subentendido é mais poética não se aplica aqui, até a mais simples simbologia - como um lenço ganhando o mundo ao voar, se é explicado- Sem falar nos fatores inventados, ou melhor, que se utilizaram da licença poética para comover o público que não condizem com a realidade, como por exemplo: SPOILER 
   A causa da morte de Lili que foi deixada de fora do filme, em nenhum momento é mencionada que ela morreu de infecção causada por rejeição ao útero que lhe fora transplantado. O que temos é apenas uma cena de dialogo entre Lili e uma moça, dizendo que um dia pretende ter filhos. O que acaba deixando o espectador achando que a sua segunda cirurgia, ainda está ligado com a de troca de sexo.
   
   Quanto aos atores, Eddie Redmayne mais uma vez está magnifico. Consegue passar a feminilidade da personagem como ninguém, nos deixa por dentro do conflito em que Einar/Lili passam, a constante troca de personalidade. O amadurecimento da personagem é progressivo, Redmayne consegue te puxar pro momento em que ele decide e acha a coragem pra ser quem ele é, de um modo tão sublime, feminino e poético. E Alicia Vikander, não fica atrás não, muito pelo contrário, ela administra a personagem Gerda perfeitamente, nos deixando claro a força, a imposição e o amor da personagem por seu marido. Um ponto a ser enaltecido é quando o diretor consegue nos mostrar os opostos de personalidades dos personagens, em alguns momentos temos a sensação de inversão dos papeis de homem e mulher, o equilíbrio de feminilidade e masculinidade é constante nesta obra.

   E a fotografia acompanha esplendidamente todos esses contra-pontos, mas o que mais chama a atenção são as escolhas impecáveis nos movimentos de câmera, locações, colorização e o principal posicionamento de câmera. Tudo para que a sensação que tenhamos é que aquele filme, é literalmente uma obra de arte. Ele consegue te prender por tamanha beleza, como se realmente tivesses apreciando uma tela pintada por um dos personagens.

13. Trumbo: Lista Negra (Trumbo)


   Um filme de drama biográfico dirigido por Jay Roach, que conta a história de um dos grandes roteiristas de hollywood Dalton Trumbo.
   Aos amantes da sétima arte, venho dizer que esse é uma dos filmes que mais chamará a atenção por ambientar e te trazer para trás das câmeras, mostrando como a magia acontece. Foi nesse primeiríssimo ponto que o filme me ganhou. Claro que no decorrer da obra o roteiro te contagia e te prende cada vez mais, ou seja, te envolve na história de Trumbo e na dificuldade que ele tinha em sua carreira por ser comunista e lutar para isso, o que lhe fez ter muitos inimigos e aliados no meio cinematográfico e o que dificultou o seu reconhecimento na academia, sendo que quase póstumo. Um drama bem envolvente, te instiga a querer saber sobre a vida e obra do cara e mais magnifico o tempo em que a história é contada te traz a nostalgia dos grandes nomes cinematográficos daquela época Audrey Hepburn, Kubrick (no seu inicio de carreira), Kirk Douglas (que ganha um representante no filme). E se hoje você acha que entrar para os queridinhos da academia é complicado, naquela época o processo era bem mais carrasco a ponto de ser necessário se utilizar de outros meios para se viver da arte.
   Se você acha que não viu ou ouviu falar de nenhum trabalho de Trumbo em toda sua vida, aqui vai uma lista do que ele fez pela história do cinema, com seus roteiros magníficos e sempre com diálogos épicos:

. A Man to Remember - 1938
. A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday) - 1953
. The Brave One - 1956 
. Spartacus - 1960
. Exodus - 1960
. O Ultimo Pôr-do-sol (The Last Sunset) - 1961 
. Fuga sem Rumo (Lonely Are the Brave) - 1962
. Papillon - 1973

   A fotografia ganha na minha concepção +3, pelo simples fato de conseguir te transportar para época em que se passa a narrativa do filme, onde para retratar a gravação de um filme se utiliza o preto e branco e quando se passa para vida real temos as cores, ou quando se trata de uma matéria de rádio/tv ele te coloca como se tivesses vendo aquelas televisões antigas em preto e branco, e o melhor se utilizando de imagens reais misturadas com as gravadas para o filme. Isso também acontece na gravação do filme Spartacus na cena em que era para ser o Kirk Douglas interpretando seu personagem, temos o ator Dean O'Gorman refazendo uma das cenas memoráveis de Spartacus como Kirk Douglas.

   A escolha do elenco foi sensacional aqui, o diretor soube aproveitar cada ator escolhido e tirar o melhor de cada um. Mas impossível não destacar aqui o nosso eterno Mr. White (Bryan Cranston), interpretando Dalton Trumbo, apesar de ter achado que no inicio da trama ele não era tão parecido com o próprio Trumbo, mas quando vamos chegando ao fim do filme e mostra o ator envelhecido, ele está tão parecido e o que dizer do discurso emocionante do final? :'( . Bryan, deu mais uma vez um show de interpretação, soube nos fazer apaixonar pelo personagem, torcer para ele, estar ao lado dele e lutar com ele. Mesmo sendo excepcional quando ele contra-cena com outra pessoa notamos a leveza e como ele conduz a cena sem ofuscar o outro. Brilhante!

  Produção aqui está maravilhosa, coube compor a história perfeitamente com os elementos de contextualização, figurino, objetos e o melhor reprodução de cenas que precisariam condizer com a realidade. Merece o meu +5.

   E deixo aqui a minha indignação por este ser o filme, deste ano, injustiçado do Oscar. Pra mim merecia concorrer a muito mais, só Melhor Ator não condiz com toda a excelência deste filme.

14. Brooklyn


  Um filme dirigido por John Crowley, considerado anglo-canadense-irlandês, baseado livro homônimo de Colm Tóibín.
    Uma obra que conta basicamente sobre a imigração dos irlandeses para os EUA, para ser mais especifica para o Brooklyn, mas que para gerar um empatia com o público, uma história de amor é contada porém nada é tão simples como parece.

   Um roteiro que segue uma linha romântica e empática pela personagem que sai da sua terra natal, deixando amigos e família em busca de uma melhor oportunidade em outras terras, a partir dai a garota desajustada de uma cidadezinha irlandesa começa a se adaptar a imensa Nova York e ganhar espaço, sem ter alguém que "se preocupe" com o que faz ou deixa de fazer. E quando consegue se sentir confiante, por ter conseguido o que sempre quis, ela é notada por alguém e a partir daí temos uma história de amor clichê que toda garota já sonhou. E quando você está totalmente torcendo pelo casal protagonista, amando a história e o rumo que ela está tomando BOOM! temos a reviravolta da narrativa, que pra mim foi sensacional, o clichê saí de cena e mais uma vez o desconhecido entra em cena, ou melhor, a verdade nua e crua. A realidade daquela época é mostrada neste filme, os valores, as atitudes, o que valia para as meninas daquela época (viver em prol da família).

   Saoirse Ronan como Eilis Lacey, designa seu papel brilhantemente. Nos fazendo acompanhar a personagem passo a passo e amadurecer junto com ela. Na cena de apresentação já temos de cara a realidade da personagem e o que ela precisa aturar para viver ali, a rejeição que a cidade tem para com ela e a infelicidade da mesma. Quando ela parte para o novo, temos ali o inicio do conhecimento de um novo mundo, ou seja, o despertar da personagem onde em seu caminho ela encontra uma "mentora" que lhe dirá como agir, falar e se comporta na nova terra. Ao chegar no seu destino, nos deparamos com o amadurecimento da personagem, no seu comportamento, forma de falar, de se vestir consegue nos mostrar a mudança da personagem. E quando ela regressa a sua terra natal, isso é deixado bem evidente pelas escolhas feitas pelo diretor juntamente com o figurino. E uma coisa bastante pertinente nesse filme, assim como em Carol, é o uso de uma cor em especifico temos bastante destaque ao longo da película pela cor Verde, que pra mim representa diretamente o que significa: esperança, liberdade, vitalidade e crescimento.

   Outro ponto bastante notado, é a fotografia e suas escolhas para contar essa história tanto quanto as escolhas dos movimentos de câmera quanto a colorização, tons claros, pasteis e harmônicos para demonstrar romantismo, os tons que saem dessa escolha geralmente são para simbolizar alguma coisa, como o vermelho e o verde vivo.

  Esse é outro dos meus favoritos dos indicados, e que certamente será mais um dos injustiçados.


15. Sicario: Terra de Ninguém (Sicario)
 
   Um filme de ação dirigido por Denis Villeneuve, que conta a história de Kate, uma policial do FBI que decide participar de uma ação especial da CIA, que está sendo esquematizada para pegar um grande cartel de drogas do México, ou melhor, o seu chefe.
   Antes de qualquer coisa você deve se perguntar: Mas que diabo significa Sicario?. Não se preocupe no filme você terá essa dúvida tirada ;). Uma obra sem muitos mimimis. Consegue ir direto ao ponto, sem muitos suspenses e histórias paralelas, tudo está interligado por um objetivo comum e o grande conflito deste filme, não está no em como a CIA irá fazer para deter esse grande chefe do Cartel, e isso pra mim foi o plost twist desse filme, a grande questão está em volta da personagem de Emily Blunt (Kate), se ela irá se deixar corromper pelas escolhas que ela precisará ter indo totalmente de encontra com seus princípios éticos e limitações morais. Mas confesso que não achei um grande filme, claro é um ótimo filme de ação mas nada que tenha enchido os meus olhos.
 
   Fotografia, o diretor de fotografia tem os seus momentos sensacionais, nos dando um belo plano de câmera, visual bonito, mas nada recorrente no filme. O que mais me chamou atenção e me prendeu nos momentos tensos do filme, foi a trilha sonora escolhida e feita maravilhosamente, consegue transportar o telespectador pra dentro da cena, e se sentir na situação retratada.

   A escolha do elenco foi pontual, todos trabalharam muito bem. Emily Blunt consegue se destacar, apesar de achar que ela deveria passar mais empatia para o público, mas o ator que mais me chamou a atenção e predeu-a durante todo o filme foi Benicio Del Toro, ele consegue passar a tensão do personagem, a sabedoria e que o mesmo tem algo a mais que ainda não foi contado. Josh Brolin, também não está de todo mal. O elenco consegue se desenvolver muito bem dentro da trama.




#TermômetroOscar2016: Os Vistos da Semana


Como foi dito por aqui, semana passada.
Prometi a vocês a fazer um mini release dos
filmes que estão cotados pro Oscar, e que no 
fim de semana saiu a lista dos indicados, que
infelizmente alguns ficaram de fora :x

   Mas vamos dar continuidade no que foi proposto, e sim, citarei alguns filmes que ficaram de fora da disputa. Como muitos sites/blogs já andaram postando a lista dos indicados em suas paginas, aqui deixo um link, caso você queira saber quais filmes estão concorrendo em quais categorias. Indicados 2016

6. A Grande Aposta (The Big Short)
 
   Um filme de Adam McKay, baseado no livro de Michael Lewis que aborda a temática da crise financeira que ocorreu nos EUA, mas que foi mundial, de 2007-2008.
   Primeiramente preciso dizer que aqueles que gostaram de O Lobo de Wall Street, certamente se encantaram por este aqui, não só por abordar o mesmo assunto (de certa forma), mas por manter o humor, não tão pesado quanto O Lobo, mas são piadas inteligentes e garantidas.
   Um roteiro que daria tudo para ser perdido na película por sua complexidade, consegue ser explicativo e deixar o espectador compreender o que está acontecendo no mundo econômico e os seus termos técnicos, usando de artifícios cômicos e literalmente alguém explicando o que está havendo, mas para não perder a linha e ficar sem sentido, o diretor optou pelo lado cômico, colocando pessoas (famosos) explicando os acontecimentos financeiros de forma simples, entendível e direta, se utilizando dessa estrategia para chamar a atenção de quem assisti. 
   Algo muito recorrente deste filme e que deixa-o mais dinâmico e próximo do telespectador,é os vários momentos que ocorre a quebra da 4º parede, quando um personagem interage com o público falando diretamente com a câmera. O que posso dizer que Ryan Gosling faz muito bem, já que o mesmo é o narrador da história, e digo que faz bem, o que foi mais do que se espera do ator.

   A direção dos atores, foi esplendida dado a quantidade de atores que interagem em um mesmo ambiente e dos encontros dos núcleos, conseguiu se manter o nível. Preciso destacar a atuação de Christian Bale, que faz o seu personagem maravilhosamente e nos colocando a todo momento a complexidade do mesmo, já que ele interpreta um gênio, anti-social, certamente com algum tipo de distúrbio, que vive no seu mundo paralelo,  e é dono de uma empresa de médio porte.

   Outro ponto bastante notável nesse filme, é a sua montagem/edição, apesar do nível de informação absurdo, o que nos deixa de certa forma cansados pela quantidade de conteúdo a ser aprendido e também visto. O diretor optou por dividir o filme em alguns capítulos, nos mostrando o que se passa naquele tempo (o que está em alta no mundo), com frases que interligam com o que irá acontecer na cena seguinte.

  Dada a complexidade do roteiro, diria que o filme tem seus muito alívios cômicos que conseguem te deixar dentro da história e querer terminar de ver o filme, apesar de sabermos o fim dessa loucura toda, queremos saber como cada núcleo irá terminar a sua Grande Aposta. Um filme que vale muito a pena ser visto.

7. Perdido em Marte (The Martian)
   
   Ridley Scott é o grande diretor por trás desta obra, que foi baseada em um livro de Andy Weir, The Martian (2011).

   Preciso dizer que esse certamente é o supervalorizado deste ano, não é melhor que Interestellar que foi esquecido pela academia ano passado, a mesma academia que vangloriou tanto Gravidade. Este filme, pra mim está bem abaixo destes dois, não por ter algo contra mas por simplesmente não ter nada de extraordinário, convenhamos nada menos do que mais um filme com Matt Damon perdido por algum lugar, onde um equipe precisa resgata-lo.
  Apesar de haver piadas, o filme não tem grandes piadas a ponto de concorrer em uma categoria de comedia - não é mesmo Globo de Ouro?-, tem seus alívios cômicos e suas saídas boas, mas nada de extraordinário.

   O que há de impecável, lindo e esplêndido neste filme, certamente é a fotografia que chama bastante atenção, afinal foram cenas gravadas em locações reais, mais precisamente no sul da Jôrdania, Wadi Rum, chamado também de o Vale da Lua nada sugestivo, não é mesmo?- local bastante usado para retratar marte nos filmes, como Planeta Vermelho e Os Últimos Dias em Marte. Algo também que se destaca juntamente com a fotografia são os seus efeitos visuais e sua trilha sonora. 
  Mas preciso confessar que Mad Max é um candidato de forma diretíssima e  que para mim ganha com +2 pontos a frente, nestes quesitos técnicos. -não esquecendo que ainda temos Star Wars nessa disputa-.

8. Spotlight - Segredos Revelados (Spotlight)
   
   Um filme de drama biográfico com direção de Tom McCarthy, que aborda a história de como a Igreja católica tratou os casos de abusos sexual que ocorriam de membros do clero com crianças.
   
   Um roteiro com uma pegada jornalistica e que aparentemente tem a intenção de querer dissipar a informação e o que aconteceu naquele ano e o porquê de ter demorado tanto para se ter o conhecimento dos fatos. Nada de extraordinário ao roteiro, mas te prende por ter um ar investigativo e de instigar a querer saber a história e o porque das coisas. A dificuldade dos personagens está em como coletar as informações, como acha-las, já que a Igreja tem total poder na cidade de Boston e vinculo direto com a politica e como o jornal fará para publica-las e ser o único a ter as informações completas. 
   
   O filme mantem um ritmo, e é neste ponto que ele peca, pois poderia ter dado dinâmica se utilizando da fotografia com planos e movimentos de câmera mais dinâmicos, já que o roteiro é lento, detalhado e repleto de diálogos intensos.

   Os atores, não tiveram um desempenho tão maravilhoso, quanto o esperado (talvez). Entre os escalados a que mais se destaca entre é Rachel McAdams, que consegue desenvolver mais sua personagem e ganhar a atenção do público. Mark Rufallo, até que tenta ter uma carga dramática quando é solicitado e necessário, mas não consegue convencer tanto quanto o esperado. Michael Keaton, é outro ator que simplesmente some, é apagado, sem muito conteúdo e quando achamos que teremos uma boa atuação e o esperado do ator, ele se mantem no esquecível, provando que poderia ser totalmente substituído por outro no lugar que, talvez, nem se notaria a troca.

9. Carol
     
   Um filme de Todd Haynes, baseado no livro de Patricia Highsmith, The Price of Salt (1952).
   Carol, conta a história de uma mãe de família que está em processo de divorcio com o seu marido, por não ama-lo mais e por ter sido forçada ao casamento pelas condições que se tinha nos anos 50 a respeito do casamento e da situação homo-afetiva. Carol se apaixona por Therese e a partir dai a história se desenrola.

   Um roteiro que conta uma história de amor, de forma delicada e terna. Desde o inicio de uma relação do primeiro trocar de olhar à primeira relação sexual. O filme corre num tempo romântico sútil e suave, com uma fotografia que dá o tom gracioso que o filme quer passar assim como a paleta de cores escolhida, para que além de passar o romance se destaque a feminilidade das personagens. Vemos a presença contante do tom laranja na personagem interpretada por Cate, o que pra mim está diretamente ligado ao significado desta cor: coragem, determinação e ousadia, ou seja, por em pratica o que se deseja. Carol foi gravada em uma Super 16mm

   A opção de montagem do diretor, faz com que possamos nos emergir na história no momento certo. Iniciando do fim para que a história possa ser contada, e quando achamos que ela já se desenvolveu por ter voltado ao principio de tudo, a história prossegue para ganhar o seu desfecho. Juntamente com os movimentos de câmera e os cortes sutis o romance conquista o espectador.
 
  A trilha sonora prende-nos do incio ao fim da história, tudo bem orquestrado, como se tudo fosse escolhido a dedo, um primor. Nos deixando apaixonados pela história e pelas personagens. E o que dizer das personagens, ou melhor, das atrizes Cate Blanchett mais uma vez mostra a sua capacidade de atriz em sua interpretação de Carol, nos repassando a elegância, postura, confiança e determinação da personagem, consegue nos repassar a segurança que a personagem tem de si mesma. Quanto Rooney Mara, contra cena de forma perfeita, mostrando as nuances da personagem, sua jovialidade, curiosidade, delicadeza e a sua admiração por Carol e quando achamos que é apenas isso. Rooney nos repassa o amadurecimento da personagem, o quanto ela cresceu e se tornou segura, sabendo o que quer.

   Preciso dizer aqui que a cena de sexo entre as duas nos deixa claro que o amor é o sentimento presente, nada vulgar e carnal como em Azul é a Cor mais quente - vulgar no sentido de ser mostrado muito tudo, e na hora do sexo apenas focar nisso e não no sentimento das personagens.- O diretor consegue colocar apenas os elementos necessários, mostrar a relação entre duas mulheres como algo puro, normal, apenas o amor.
      
10. Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)
 
   Um filme de Spielberg, com um roteiro dos magníficos Irmãos Coen. Que conta sobre o advogado James Donovan, que durante o período da Guerra Fria fica encarregado de Rudolf Abel, um suposto espião soviético capturado pelos americanos. O que torna Donovan uma importante ponte de negociação entre os dois extremos EUA e URSS.

   Colocando a minha sinceridade, este filme não foi um dos melhores colocados na lista dos indicados, assim como Perdido em Marte. Pra mim foi mais um filme de patriotismo americano - o que ironicamente sempre existe entre os cotados- além de nesta obra ser encontrado todos os clichês da clássica jornada do herói que temos conhecimento. Um filme bom, mas que certamente será visto por ser de Spielberg e por ter Tom Hanks no elenco.

    O roteiro te prende pelo contexto da história, o quando ela é passada e até que o diretor consegue captar toda essa tensão existente no período, de certa forma foi bem produzido, mas algumas coisas são bem forçadas pra destacar a diferença entre um país e o outro, comparações bem clichês como criança correndo pra atravessar o murro e serem mortas entre crianças correndo pulando grades para brincar. Mesmo com todas as escolhas clichês e o patriotismo americano, o filme é bom e vale a pena ser assistido, pela forma como Tom Hanks conduz seu personagem, como ele argumenta e o fardo que ele carrega, fazendo o clássico tipo politicamente correto, mas além de Tom Hanks outro que merece destaque, apesar do pouco contato que temos com o personagem é Mark Rylance que interpreta Rudolf Abel. Apesar de finalizar dizendo que se os Irmãos Coen além de escrever, tivessem também dirigido certamente teríamos um filme bem mais conduzido, menos patriótico e clichê.