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Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo!

Olá meus amores e amoras,
primeiro preciso dizer que passei alguns
poucos meses afastadas em decorrência 
da minha conclusão de curso da pós.
Mas, estou de volta e resolvi fazer a matéria
de fim de ano.

   Assim sendo vamos a retrospectiva desse ano, não mais não quero nos lembrar dos acontecimentos tragiqué que tivemos durante esse longo 2016. Quero fazer uma retro bem nerd/geek e que nos mostre que em meio a todo esse caos, coisas boas apareceram e nos fizeram esquecer um pouco de todo o holocausto que foi 2016... Então resolvi fazer um TOP 10, seria um top 5, mas como foi tanta bagunça esse ano achei melhor lembrar de mais coisas agradáveis.


Série
   O que seria de 2016 sem a nossa amada Netflix, ela certamente teve 50% de culpa em fazer nosso ano melhor, com renovação de séries, novas coisas entrando em catalogo, ressuscitando séries antigas e também produzindo novas e entre tanta coisa boba que essa rainha nos proporcionou, escolhi duas que deram o que falar:

1. Stranger Things
   Claro como iniciar uma lista sem citar esse amorzinho que veio no inicio do ano e nos apaixonamos a primeira vista. A série sci-fi com aquela pegada de produções dos anos 80 parecendo ser dirigida por Spielberg e roterizada por Stephen King, conquistou nossos corações em poucos episódios e pra nossa alegria foi renovada pra mais uma temporada. Amém.

2. Gilmore Girls
   Aaah! e o que dizer das meninas Gilmore's de Stars Hollow, que conviviam com a gente nos anos 2000 e crescemos com elas. Alguns cresceram com Lorelai outros cresceram junto com Rory e como não se apaixonar por essas garotas, nem a Netflix resistiu e batendo a nostalgia liberou as sete temporadas de anos atrás e ainda pra completar nosso amor fez um especial que deixou todos na dúvida se o episodio final foi um gancho pra uma outra temporada/série ou se foi a apenas o fechamento do ciclo das garotas Gilmore.

Filme
 
   E já que estamos falando de audiovisual, vamos partir para o cinema não é mesmo? Esse ano tivemos grandes estreias e maravilhosos filmes seja de bilheteria ou os considerados alternativos, partindo desse principio escolhi um de cada nicho.


3. Star Wars - Rogue One
  O tão aguardado spin-off de Star Wars, ganhou o cinema no inicio do mês de Dezembro e conquistou uma grande maioria mundial, mesmo a galera já sabendo o final. O filme mostra o inicio de toda a saga rebelde e o porque da galaxia se rebelar contra o império. Nesse filme, temos a formula mágica George Lucas que deu certo no seu primeiro filme e que serviu também pro sucesso de O Despertar da Força... Nesse momento não poderia citar essa saga e comentar que nesta obra temo nossa eterna princesa Leia ~ que a força sempre esteja com você! ~

4. Aquarius
  Achei necessaríssimo citar esse belíssimo filme da nossa cartela nacional, com a querida Sônia Braga, que pra mim foi injustiçado por não ter entrado ~ até o momento~ na indicação ao Oscar. Esse filme maravilhoso trata sobre tantas questões que precisam ser faladas, mas principalmente sobre a luta de uma mulher contra, não só sua doença e todo o preconceito que ela enfrenta, como a ideia do aceitar as coisas como estão ou simplesmente deixar o mundo modificar, mas pra minha pessoa retrata de forma tão bonita e metafórica toda a guerra que ela tem que passar pra se mostrar que mesmo após tudo o que ela passou, mesmo aparentando desgaste físico do tempo, ela continua ali, inteira e lutando por si mesma. Magnifico!

Música   

   Quanto a música apesar de tanta coisa ruim que tem se tido de uns anos pra cá, na verdade do inicio do ano pra cá, tivemos alguns ganhos sim nesse mundo também, apesar de todo o sertanejão que todo mundo, sem exceção, hoje em dia canta aos quatro ventos ~ Bonito! Que Bonito, heim? ~ Entre os ganhos que existiram, SIM! novamente resolvi citar um nacional e um internacional. Talvez algumas pessoas discordem da minha pessoa, mas antes de o fazerem ouçam com amor e atenção esses dois ícones que citarem e o principal prestem atenção na letra, porque é muito amor.

5. Anavitória
   Não poderia deixar o ano passar sem falar desse duo que é amorzinho. Essa dupla que veio do interiozin de Tocantis, conquistou o Brasil de uma forma tão pura, que se você não curtiu ouve de novo porque cê ouviu errado. Esse transparecer de amor e coisa boa que essas duas repassam é contagiante e o que dizer das letrar escritas pela Ana? Se você não tem um mozão, super pede pra ter só pra dedicar as músicas dessas duas lindas. Sim, pra que não sabe Anavitória são duas, por isso um duo, elas juntaram seus nomezinhos e formaram o amor. Segue abaixo a música, dentre todas, que mas marcou meu 2016.

                

6. Grace Vanderwaal
Preciso dizer que está pequena grande artista tem apenas 12 anos de idade e foi descoberta em um desses shows de talentos da vida, pra ser mais precisa no American's Got Talent e foi a grande vencedora do reality. Grace, encantou não só os americanos mas creio que o mundo com sua voz roquinha, um quelelê e com composições suas. Se você iria sair de 2016 sem ouvir e prestar atenção na música de Grace, aqui vai uma música dela pra você ouvir e se apaixonar.

              


Mundo

   Nesse último tópico deixe as principais coisas, que certamente afetaram e gerou comoção mundial. Afinal são grandiosas e todos estavam em grande expectativa.



7. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
   Sim, este ano J.K Rowling presenteou seus bruxinhos nesse ano do cão, com amor e fazendo todos nós retornar a magnifica Hogwarts com lagrimas de saudosismo nos olhos. Seu lançamento foi em Outubro desse ano e o livro foi formatado em formato de peça teatral, por isso se você está ainda na expectativa de que fosse literário, ainda não, aparentemente este foi o ensaio e pelos rumores da internet nossa mãe bruxa cogita lançar no formato literário, mas nada confirmado (pelo que eu sei).

8. Olimpíadas
   Por um breve mês, nosso país teve a maravilhosa companhia do mundo inteiro no Rio 2016, esse grande evento foi maravilhoso de tantas formas desde a sua cerimonia de abertura até o seu encerramento. Essa foi a Olimpíada do amor, da gratidão, do emponderamento e principalmente da empatia. Por um breve momento o mundo estava sintonizado na mesma energia.

9. DiCaprio e seu Oscar.
   FINALMENTE! Esse foi o grito do mundo. O merecido Oscar a Dicaprio foi dado, após maravilhosos filmes de sua carreira entre eles O Lobo de Wall Street e O Aviador, que pra mim foram grandes papeis em que o nosso eterno Jack merecia, também, a estatueta. Mas veio com o grande filme de Iñarrito O Regresso, apesar de achar que o urso era um grande concorrente e vocês?

Será que o mundo desandou esse ano pelo fato de DiCaprio ter finalmente levado o Oscar? 


10. Dois Mil e Dezesseis.
 
   Essa certamente é a noticia que todos, TODOS, esperamos ansiosos. O Fim deste ano, onde o mundo todo sofreu com suas surpresas nada agraveis. Adeus 2016! e apesar de tudo, obrigada por ter aberto nossos olhos pra tanta coisa errada, ruim e desagradável que estávamos de olhos fechados, cegos para tanta coisa apenas assistindo em silencio e imoveis.





FELIZ 2017. PRA TODOS NOS, ESSE ANO SERÁ NOSSO!

#DicadoMês: Ponto Gil

Olá meus idealistas.
Prometo estar voltando e postando com
mais frequência por aqui.
Então...
   Mês de março finalizando, afinal hoje é 23 faltam 8 dias para o fim do mês como já nos foi cantado pelo Kid Abelha. Por isso o post de hoje (enquanto o vídeo novo do canal está finalizando) é uma dica do mês, que já deveria ter feito algum tempo, mas...
  Temos na #Dicadomês o parceiro e amigo do grande canal Ponto Gil, quem está por trás desse mundo é Gilmar Pretti e Rebeca Guzzo, um casal bem fofo, simpático, engraçado.. bem vocês vão ver.
   Bom a principio o Gil deu inicio ao canal para dar visibilidade as suas imitações (que são várias e muito boas), inclusive tem um vídeo recente no canal que ele faz algumas.
   Tá, mas você deve tá se perguntando o porque eles? Simples, porque eles merecem por serem muito bons e certamente algum vídeo você já visualizou por esse mundo cibernético, por tanto resolvi fazer um TOP 5, dos videos que eu julgo melhores do canal.

5. Faz o B.O e Chora
   Parodia dá música tão conhecida e comentada ano passado "Homem Não Chora" do cantor de sofrência Pablo.

              

4. O Auto da Nazinha
   Curta feito para participar de um festival audiovisual de Belém. O Auto da Nazinha é baseado na obra de Ariano Suassuna (Auto da Compadecida), modificada para a realidade da região norte e sua capital, Belém -PA.


            

3. Silvio Santos. Baile de Favela
   Sem muito o que dizer, o titulo fala por si só, uma parodia do Baile de Favela que fala sobre o Sistema Brasileiro de Televisão e o patrão mais amado do Brasil.

            

2. Eduardo e Mônica Paraense
   Pode-se dizer que esse foi o video que mais chamou atenção pro canal. Uma homenagem ao relacionamento de Rebeca e Gil, que ficou tão linda quanto a versão original.
            

1. Picando Todo Mundo
  Paródia da música "Aquele 1%" de Marcos & Belutti feat. Wesley Safadão. Abordando o tema de conhecimento nacional a tal Zika.
        

E ai, gostaram?
  Ah! vou deixar aqui um vídeo extra com as imitações do Gil
       

Se curtiram, não esqueçam de se inscrever no canal do Ponto Gil


#TermômetroOscar2016: A Grande Lista Final


Olá, meus idealistas cinéfilos.
Peço mil perdões pela última lista sai tão em cima
da premiação, mas as últimas semanas foram bem corridas.
Mas não desisti não, vamos aos últimos vistos e indicados do Oscar.
TAN TAN TAAAAAN

Aos desinformados, venho lhes lembrar que o Oscar acontece neste domingo (28), ás 20h30. Pode ser visto através de canais pagos ex.: TNT


21. Anomalisa

   Uma animação de teor cômico-dramático-romântico, dirigido por Charlie Kaufman e Duke Johnson. Que conta a história de um escritor/palestrante, Michael Stone.
   Uma produção que traz uma temática oposta do que as animações venham a propor. O roteiro consegue nos mostrar de forma clara, como seria o nosso mundo, como estamos vivendo em sociedade através dos olhos de Michael, um personagem com uma visão diferente dos demais e tem um modo de ver a vida muito monótono, padrão e igual para ele nada é diferente, o que chega a ser irônico por trabalhar dando palestras motivacionais. Mas temos um fator muito importante e que é retratado no filme de uma forma sútil pelo diretor, tão sútil que se não prestar atenção passa completamente despercebido e talvez o filme lhe passe uma outra ideia.
   O nosso personagem principal possui a Síndrome de Fregoli , - vamos a uma explicação rápida -(o indivíduo acredita que está sendo perseguido por pessoas conhecidas, como parentes, amigos ou colegas. Embora o indivíduo seja capaz de reconhecer as pessoas, ele acredita que os seus conhecidos ou pessoas próximas o tenha enganado, ou então, que estão disfarçadas, mudando, na realidade, sua aparência física, sendo ainda a mesma pessoa internamente.) Fonte: http://www.infoescola.com/doencas/sindrome-de-fregoli/ . - depois desse breve parentese, vamos voltar ao texto- 
   
   Sendo assim a obra gira em torno de toda essa temática, e a forma como se foi escolhida para retratar isso, é simplesmente brilhante: personagens idênticos fisicamente e com a mesma voz, independente do gênero. Os únicos personagens que fogem ao padrão é o próprio Michael e as pessoas que lhe são interessantes, com algum diferencial, ou seja, anormais . 
   E ai chegamos ao nome dado a produção, ou quase, para completa-lo precisamos de mais um fator, chamado Lisa. Michael conhece Lisa e se interessa instantaneamente por vê-la diferente do padrão denominado por ele. Sua forma física, sua voz, sua forma de pensar e agir mostram a real Lisa e a partir daí temos o relacionamento mais real e próximo da realidade, o que muitos filmes hollywoodianos tentam fazer, mas apenas idealizam o relacionamento perfeito.

  Em Anomalisa, temos presentes todas as nuances de um relacionamento, desde o conhecer e do saber o que falar, das inseguranças, dos conflitos, do momento da primeira relação sexual e a estranheza do não conhecer o parceiro e o próprio corpo, a timidez, o fazer planos, e a rotina. Tudo isso vivido em apenas alguns segundos e sem sair de um quarto de hotel.
  Com uma fotografia poética e com uma técnica que a dúvida entre são bonecos, misturados com pessoas? Brilhante. Um stop-motion muito bem produzido e que vale muito a pena ser apreciado +5

22. Joy
   Mais uma produção de David O. Russell, protagonizado -um doce pra quem acertar- por Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e mais umas outras figurinhas relevantes.
    Um roteiro biográfico -esse é o ano biográfico do Oscar- que conta a história de Joy Mangano, uma empresária norte-americana que passou por milhões de coisas até conseguir ser vista como queria (sim, temos aqui uma história de superação feminina). Russell certamente prestou atenção no mundo, afinal feminismo está em alta e em pauta atualmente.
   Mas... infelizmente em uma história que tinha tudo pra ser bem contada e gerar empatia, temos aqui uma grande questão: O QUE DAVID O. RUSSELL FEZ? Sim, do inicio ao meio do filme temos uma total desorganização. Uma grande gama de conteúdo e muitos nadas, muitos porquês não respondidos, muitos cortes e haja corte, já disse que teve infinitos cortes?. Ai você me diz "Ah, Tay é a estética dele, o estilo". Nem isso rolou, uma estética mal estudada, pelo simples e único fato de você não ter tempo de gerar empatia com a personagem de JLaw, você não tem tempo de se importar "será que ela vai conseguir? ou Tadinha, ela não tem tempo pra si". Se a intenção dele foi nos passar que a rotina dela é tão corrida a ponto de não se ter tempo pra explicar e viver o minimo. Ok, até diria que seria uma dentro, se ele tivesse feito de um jeito melhor, que fizesse cortes mas faça com consciência. O que parece foi que a produção era de duração de 5h e ele teve que reduzir pra 2h4min, é a única saída era reduzir o inicio que era totalmente descartável. Pra mim uma imensa falha de roteiro e direção, principalmente.

  Mas calma, na metade pro fim melhora. Acredite!

  Quanto a atuação, acho que JLaw foi O.K, mas se pararmos pra pensar nos filmes em que ela concorreu, esse é faz o seu papel muito bem. Apesar de achar que no momento em que Bradley Cooper aparece, a sua atenção se volta totalmente pra ele, a atuação dele se sobressai mais que de Jennifer Lawrence. Ele literalmente rouba a cena!

  Achei um filme super-valorizado, não acho que mereça esse burburinho todo que a Academia costuma fazer, sobre "Nossa!Que Filme". Sinceramente, pra mim está ao nível de Boyhood , do ano passado.

23. As Memórias de Marnie
   Uma produção -do lindo- Studio Ghibli, e baseado no romance "When Marnie Was There" de Joan G. Robinson, a animação foi escrito e dirigida por Hiromasa Yonebayashi, E para a tristeza de muitos de nós esse foi o último filme de produção do Studio.
     O filme conta a história de Anna, uma garota adotada que sofre de doença asmática e é mandada para o interior, para curar sua doença, além de ser completamente fechada e sem amigos.
   O roteiro segue a linha dos tantos filmes do Studio, se nota a semelhança com várias produções, o contexto familiar, a ausência de algum parente ou pessoa próxima/especial a personagem, o uso dos contos e fabulas para expressar uma moral, um rumo bem Ghibli que estamos acostumados. Em muitos momentos percebemos a complexidade da personagem Anna e de sua inseguraça, junto com o mistério que envolve a coadjuvante Marnie, em muitos momentos a dúvida de que as duas possam ser um casal é bem notável, até pelo fato de na cultura japonesa isso ser bastante comum o amor em suas várias vertentes. A conexão de Marnie e Anna é totalmente transparecida na animação, o que deixa o telespectador com a dúvida do "será que tem algo além de uma forte amizade?"; "Qual o mistério por trás de Marnie?", mas o roteiro peca um pouco no excesso de conteúdo e de mostrar detalhes, o que deixa o filme cansativo e longo, porém não perde o encanto e o mistério.
   Indico aos que gostam do estilo da animação e da forma de contar histórias tão peculiar do Studio, se você gostou e apreciou filmes como: Meu Amigo Totoro, O conta da Princesa Kaguya, Vidas ao Vento, O Castelo Animado, Ponyo - Uma amizade que veio do mar (...)
   Pra mim esse filme merece ser visto pela sua beleza de traços e escolhas fotográficas e pelo seu enredo educativo, reflexivo e de uma moral sensacional.

24. AMY
  O primeiro documentário da lista, AMY, realizado por Asif Kapadia, que retrata o incio da carreira de Amy e o seu fim. Um dos documentários de artistas mais belos que já pude assistir, retrata a personalidade, o jeito, as atitudes, seus vícios e seu amor tão intensamente que transpassa a você a vida que ela teve. Nota-se a ingenuidade e a forma natural que ela tratava a música, onde tudo o que lhe interessava era cantar seu blues jazz, viver sua música e tocar as pessoas que a escutavam. Nos mostra uma Amy, que talvez não imaginávamos, completamente frágil e ciente de que o vicio lhe traria grandes problemas.
  A montagem do doc. com cenas de backstages e videos caseiros nos mostram a transparência de Amy, juntamente com sobreposições de letras dos seus grandes sucessos, ao passar das imagens. Entrevistas emotivas, sinceras e contando a simplicidade de Amy. Impossível não se envolver, se emocionar e tentar imaginar que tudo poderia ter sido diferente, certamente uma belíssima homenagem e uma forma sensacional de matar a saudade, e descobrir um pedacinho que faltava de Amy.
 Aos que se interessaram, aviso os desavisados que está disponível na Netflix.

25. Ex-Machina
   Peço mil perdões por finalizar essa lista faltando alguns filmes a serem comentados como o tão comentado Ex-Machina, escrito/produzido e dirigido por Alex Garland, sendo o filme como sua grande estreia como diretor 
   O Oscar se aproxima, e ando enfrentando alguns probleminhas que me impossibilitaram de concluir essa lista a tempo. Mas de antemão digo para assistirem Ex Machina pela atuação impecável, segundo os críticos, de Alicia Vikander. O que pra mim não é a única que merece ser comentada e ressaltada consta no elenco, também, dois outros atores que se destacaram esse ano e merecem total respeito Domhnall Gleeson, - que se mostrou um grande ator em várias vertentes tantas que nem se percebe que é a mesma pessoa, ele esteve presente em muitos filmes indicados como Star Wars: O Despertar da Força; Brooklyin; O Regresso e, é claro, Ex-Machina - e outro que merece ser citado é Oscar Isaac - que fez O Ano mais Violento e o atual e queridinho Star Wars: O Despertar da Força-.
   Ah sim! vale ressaltar aqui, as poucas cenas vistas por mim, que achei a fotografia e as escolhas de plano e movimentação de câmera muito bem feitos, não sei se foi só na cena que pude apreciar, mas.. fica aqui minha ressalva. 


Sendo assim...
Informo que chegamos ao fim dos indicados desse ano,
desejo a todos um ótimo programa Oscar, seja vendo sozinho,
com os amigos, com a família, pela Globo, pelo canal pago, Online
ou vendo a transmissão de Tiago Belotti.
Um bom Oscar, uma boa vibração ao nosso DiCaprio <3
vamos lá!











#TermômetroOscar2016: Reta Final dos Indicados

Oi meus apaixonados pela sétima arte,
a lista dos filmes indicados está chegando 
na reta final e logo mais poderei fazer o post
indicando a vocês os meus Top 10.
   Mas vamos logo a mais uma lista de cinco filmes que eu conclui por esses dias -sei que demorou, perdão, andei meio ocupada com um projeto que em breve colocarei aqui no blog como #DicadoMês-. Vamos a lista dos cinco vistos da semana:

16. 45 anos (45 Years)
   Um filme de drama britânico, dirigido e roteirizado por Andrew Haigh, no qual foi baseado no ensaio de David Constantine "In Another Country". O filme se passa em torno de um idoso casal que está prestes a completar aniversário de 45 anos de casados, mas uma noticia abala Geoff Mercer, interpretado por Tom Courtenay, e o deixa fissurado por esta noticia trazendo a tona sentimentos antigos que acabam abalando e desestruturando sua esposa Kate Mercer, interpretada por Charlotte Rampling. A partir deste ponto a história se desenrola e nos prende.
   
   Uma obra de uma sensibilidade incrível que mostra como um relacionamento de tantos anos pode se tornar monótono, mas sempre pode haver algo que quebre a rotina e a mornidão da relação. Levando assim os personagens a refletir sobre o que realmente desejam e se o que têm é o que realmente querem. A fotografia retrata muito bem o ambiente sem vida, monótono chegando a ser até depressivo , cores suaves e frias para retratar exatamente isso a frieza e a falta de afeto constante com o passar dos anos, se tornou em apenas companheiros para a eternidade.
   
   Porém o mais impressionante neste filme é a atuação de Charlotte, ela que te traz pra história e te mantém atento nela, ela consegue te passar todos os sentimentos: aflição, preocupação, amor , companheirismo e a ausência de muitas retribuições que ela espera do marido e que ela não tem. Uma história comovente, mas lenta, segue um ritmo dramático bem melancólico. Mas pra mim a melhor parte é os minutos finais, onde temos o amadurecimento da personagem, onde suas dúvidas cessão e se dar a entender que ela fez uma escolha. Outra coisa que merece ser citada, é a trilha sonora deste filme que foi pontual e repassa a essência da relação.

17. Steve Jobs|  

   Um filme de drama biográfico, dirigido por Danny Boyle que conta a história de, obviamente, Steve Jobs o cofundador da Apple.
   Primeiramente preciso deixar claro aqui o quanto esse filme pra mim era considerado sem noção pela escolha do cast que não batia em nada com as pessoas reais e por tanto na minha ilustre cabecinha seria um filme totalmente descartável. Pois é, foi ai que me impressionei e fez notar o quão magnifico é este filme nos quesitos técnicos, totalmente impecável (pelo menos eu achei).

  No ponto do roteiro, o cara merce ser aplaudido de pé, achei sensacional toda a história, o contexto e os diálogos. Tudo muito bem esquematizado e todos os atores tem sua chance de se sobressair, mas o que mais chama a atenção é a escolha do diretor de se utilizar das nuances e ideias que o roteiro dá e contextualizar da seguinte forma: Jobs é um maestro, sua invenções são o espetáculo, as pessoas que trabalham pra ele são a orquestra que ele conduz e o público, bem, é o público. Com essa percepção o filme ganha um novo tom e um olhar espetacular.

  E ai entra a fotografia/movimentos de câmera e suas escolhas estéticas que junto com os efeitos visuais, nos leva pro mundo perfeccionista, autentico e clean da mente de Jobs. Os enquadramentos são sempre harmonizados, centrados e com pontos de fuga; a iluminação sempre bem pontual, clara e evidencia o que precisa ser evidenciado; os movimentos de câmera nos dão a percepção de estarmos ali a todo instante, fazendo parte da cena e acompanhando cada passo dos personagens; os efeitos visuais contribuem para nos dar explicações visuais do que Jobs pensa. 

   Outro ponto que merece ser citado e exaltado -ai eu mordo a lingua- é a escolha do elenco mesmo que alguns personagens (ou todos) não pareçam em nada com as pessoas que retratam, digo que as atuações estão muito boas. Kate Winslet como Joanna Hoffman, realmente merecia essa indicação - esqueça da atuação dela em Titanic- neste filme ela mostra o seu potencial e nos convence disso. Assim como Michael Fassbender como Steve Jobs, apesar de sua aparência física não ser parecida com a de Jobs, Michael nos repassa toda a essência, característica, genialidade, ousadia, perfeccionismo, visão de mundo e de marketing  que certamente Jobs tinha e isso nos faz esquecer completamente a fisionomia do ator. 

   Uma dica: se você, assim como eu, gostou das escolhas técnicas de Birdman certamente apreciará esse filme tal como.

18. Shaun, o carneiro (Shaun the Sheep)

   Uma animação de stop-motion de massinha de nacionalidade britânica, produzida pela Aardman Animations. O que você talvez não saiba é que este filme é originalmente um desenho spin-off da franquia Wallace e Gromit
   O filme se baseia em um dia que a rotina já está acabando com todos da fazenda e os afazeres se tornaram escravizantes, o que fez perder a espontaneidade de todos e principalmente do Dono, e Shaun tem a a grande ideia de dar a todos um day off, mas ai tudo saí completamente do controle do carneiro da-se inicio a uma grande aventura na cidade grande atrás do Fazendeiro.

  Com um roteiro que enfatiza a ideia de que o animal é o melhor amigo do homem, trazendo assim uma história completamente tocante de Shaun juntamente com seus amigos atras do seu dono na cidade grande, mas com o que eles não contam é com a perda da memoria do Fazendeiro e a partir dai, uma história que você pensa que não deveria ter sido digna de indicação lhe dá um belo tapa na cara e lhe mostra a sua importância e que merece estar aonde chegou.

   Com alívios cômicos maravilhosos, um filme que apesar de não ter diálogos - e essa é uma das belezas dele- consegue repassar todas as emoções e expressões de maneira sincera e pontual. Uma animação sem exageros, e com uma simplicidade que te comove e te conquista. A trilha sonora e os efeitos de som, casam e se unem perfeitamente com a falta de dialogo da obra, dando a ela um toque a mais de expressividade. Um filme gostoso de se ver e de interpretar.

19. Straight Outta Comptom: A História do N.W.A (Straight Outta Comptom)


 Um drama biográfico, -mais um na lista- dirigido por F. Gary Gary, um filme que se baseia em fatos reais e conta a história do grupo musical gangsta rap N.W.A, entre os anos de 1987 à 1995.
   Com um roteiro que evidencia e nos mostra a realidade das ruas de NY, nos anos de 1987, onde negro, do gueto, andando na rua certamente estava fazendo algo de errado e estava envolvido com drogas. Por tanto o preconceito e o racismo é bastante presente no enredo, sendo até agressivo e revoltante de ver como esse tipo de comportamento era tão presente e considerado "normal". Ainda se levanta a questão do abuso policial, em relação aos negros, pobres, do gueto. Aqui literalmente a aparência era julgada.

   Os atores são muito bem dirigidos e atuam perfeitamente, uma coisa que chama bastante atenção é o amadurecimento de cada personagem, cada um em times diferentes. O que nos faz perceber e acompanhar a evolução de cada um independente. A semelhança dos atores com as pessoas que representam, também é um fator a ser apontado aqui.

  A fotografia desse filme acompanha a intenção e o enredo da história, escura, fria e bem contrastada para acentuar ainda mais o mundo que era considerado marginal. Com evolução da história e da mudança de estilo de vida dos personagens, a fotografia muta sendo bem mais clara e nítida. O que se nota bastante é o estilo fotográfico do filme, juntamente com os movimentos de câmera que lembram e nos remetem ao estilo de filmagem de videoclipe de rap, achei essa escolha do diretor de fotografia interessante e muito válida +5.

  Algo bem marcante nesse vídeo que acompanha a fotografia, é a Trilha Sonora, pesada, ao estilo gueto e com muito recurso rapper. Pra mim foi uma trilha sonora muito bem produzida e harmonizada com o enredo da história, e é exatamente ela que te prende do inicio ao filme da obra.

Um bônus: nesse filme os grandes nomes do rapper, são citadas, mostradas e aparecem (mais novas)


20. O Menino e o Mundo (The Boy and the World)

   Uma animação brasileira conseguiu chegar ao tao sonho Oscar, dirigido por Alê Abreu, um filme que curiosamente foi lançado em 2013 conseguiu ser destaque entre as animações do ano de 2016 - da-lhe Brasil- 
 Um filme de um tato único, o roteiro basicamente nos dá esse ideia de que uma criança desenhou aquilo tudo e tudo ali retratado foi exatamente como ele viveu e como ele vê, a obra aborda questão nada infantis, na verdade um tanto quanto reflexivas sobre a sociedade que vivemos, o capitalismo, o auto-descobrimento, a desigualdade social, o desemprego, desmatamento, poluição, alienação, politica do pão e circo ... e por ai vai, deu pra entender o quão carregado de conteúdo esta obra é. Sem contar a varias coisas de simbologias que são notáveis e recorrentes. Mas acredite, tudo isso é trazido à tona de uma forma tão leve e pura, infantil mesmo.

   Toda a carga dada no roteiro é balanceada com os traços escolhidos pra contar o enredo, junto com uma explosão de cores magnificas e uma trilha contagiante (tipicamente brasileira), mas tudo isso sem exageros, na verdade muito bem administrados. O diretor se utilizou de diversas técnicas para criar o universo mostrado na obra, a criação dos cenários e dos personagens foi feita com materiais tipico da pré-escola: lápis de cor, giz de cera, colagem e pinturas.

   Maravilhada e orgulhosa, essas são as duas palavras que resumem esse filme pra mim. Alê Abreu conseguiu administrar toda essa carga de conteúdo, emoção e cor esplendidamente. Ouso até dizer que esse filme dispara na frente de todas as animações indicadas, na minha humilde opinião compete de frente com Divertida mente e pra mim se O Menino e o Mundo chegar a vencer, não acharia nada ruim e aplaudiria de pé a escolha da Academia.

  Pra você que talvez pense: "Uma animação que poderia ser muito bem um curta". Alê Abreu te explica "Costumo dizer que O Menino e o Mundo nasceu dentro de um outro filme. Na época eu trabalhava no desenvolvimento de um anima-doc (documentário com animação) chamado “Canto Latino”, que lançava um olhar sobre a formação social, política e econômica da América Latina, do quanto nossos países têm uma história tão comum e de que forma ela chega na globalização dos dias de hoje" 

   Uma dica: fique atento em algumas partes e personagens do filme, pois serão a essência pra você entender a trajetória da história






#TermômetroOscar2016: Os Cinco Filmes da Semana


Meus idealistas cinéfilos, aqui estou eu
mais uma semana e postando mais uma vez 
sobre filmes, Oscar, sei que tem muitas
outras coisas a serem ditas/comentadas
e que merecem espaço aqui. 
Mas confesso que o Oscar nada mais é um pretexto pra encher vocês de informações sobre filmes e soltar o meu lado critico por aqui :D, que espero valer de algo pra alguém mesmo com o minimo de conhecimento que tenho sobre o assunto. Por tanto, aceite essas listas semanais como um presente pra você, uma lista de filmes que você pode ver nos finais de semanas ao longo do ano :D. Assim sendo, depois desse breve prologue vamos ao que interessa.

11. Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme (The Peanuts Movie)
   
   Apesar de não ser um dos indicados a Melhor Animação, este filme merece ser citado -assim como outros foram-.
    Não é um filme que nos traz uma história toda comovente, cabeçuda ou que tenha algum diferencial no roteiro que mereça ser enaltecido. Mas é um filme que vale a pena ser visto, pela mesma sensação em que o filme do Pequeno Príncipe nos desperta, Nostalgia. Não é que o roteiro seja ruim, é apenas um roteiro simples, um conto pra criança de fato. Com duas histórias paralelas, que de alguma forma se encaixam, - a história do Snoopy com seu arque-inimigo Barão Vermelho e a de Charlie Brown e a Garota Nova- duas historinhas que nos trazem a lição de ser você mesmo, pois alguém gostará de você assim; ser honesto, independe de qualquer coisa; se esforça e acreditar que você é capaz, pois você é capaz mesmo; e o mais importante de tudo, a lição de que as grandes amizades estarão ao seu lado em qualquer momento.

    Em sua questão visual, um filme bem diferente por manter sua linha cartoon. O que deixa a animação com um aspecto quadrinho e de traços bonitos, eu sinceramente me apaixonei por esse tipo de modelagem.

   E o que dizer do Snoopy, posto ali pra dar mais fofura ainda no filme, trazer TODOS os alívios cômicos, e dar dinamismo pra toda ação ocorrente.  

12. A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl)


   Um filme com direção de Tom Hooper, baseado no romance homônimo de David Ebershoff e inspirado também na história de Lili Elbe e Gerda Wegener pintoras dinamarquesas.
  Preciso começar dizendo que ouvi muitos comentários sobre está obra e que um deles foi que apesar de ser um filme bonito pelo romance era um filme bem incomodo, o que já não achei. Achei que o roteiro foi bem conciso no inicio, deixando nos transparecer um pouco da feminilidade do personagem Einar Wegener, que aos poucos vai descobrindo este seu lado e vai o moldando, o amadurecendo até se transforma em Lili, algo que de uma brincadeira acabou se tornando parte dele, e aqui o diretor consegue mostrar esse conflito do personagem de forma poética. Mas, chega em um momento em que tudo se torna forçado, o contar da história na verdade, temos a sensação de que o diretor quis prolongar o filme mais do que ele precisava. O famoso caso de menos é mais, o subentendido é mais poética não se aplica aqui, até a mais simples simbologia - como um lenço ganhando o mundo ao voar, se é explicado- Sem falar nos fatores inventados, ou melhor, que se utilizaram da licença poética para comover o público que não condizem com a realidade, como por exemplo: SPOILER 
   A causa da morte de Lili que foi deixada de fora do filme, em nenhum momento é mencionada que ela morreu de infecção causada por rejeição ao útero que lhe fora transplantado. O que temos é apenas uma cena de dialogo entre Lili e uma moça, dizendo que um dia pretende ter filhos. O que acaba deixando o espectador achando que a sua segunda cirurgia, ainda está ligado com a de troca de sexo.
   
   Quanto aos atores, Eddie Redmayne mais uma vez está magnifico. Consegue passar a feminilidade da personagem como ninguém, nos deixa por dentro do conflito em que Einar/Lili passam, a constante troca de personalidade. O amadurecimento da personagem é progressivo, Redmayne consegue te puxar pro momento em que ele decide e acha a coragem pra ser quem ele é, de um modo tão sublime, feminino e poético. E Alicia Vikander, não fica atrás não, muito pelo contrário, ela administra a personagem Gerda perfeitamente, nos deixando claro a força, a imposição e o amor da personagem por seu marido. Um ponto a ser enaltecido é quando o diretor consegue nos mostrar os opostos de personalidades dos personagens, em alguns momentos temos a sensação de inversão dos papeis de homem e mulher, o equilíbrio de feminilidade e masculinidade é constante nesta obra.

   E a fotografia acompanha esplendidamente todos esses contra-pontos, mas o que mais chama a atenção são as escolhas impecáveis nos movimentos de câmera, locações, colorização e o principal posicionamento de câmera. Tudo para que a sensação que tenhamos é que aquele filme, é literalmente uma obra de arte. Ele consegue te prender por tamanha beleza, como se realmente tivesses apreciando uma tela pintada por um dos personagens.

13. Trumbo: Lista Negra (Trumbo)


   Um filme de drama biográfico dirigido por Jay Roach, que conta a história de um dos grandes roteiristas de hollywood Dalton Trumbo.
   Aos amantes da sétima arte, venho dizer que esse é uma dos filmes que mais chamará a atenção por ambientar e te trazer para trás das câmeras, mostrando como a magia acontece. Foi nesse primeiríssimo ponto que o filme me ganhou. Claro que no decorrer da obra o roteiro te contagia e te prende cada vez mais, ou seja, te envolve na história de Trumbo e na dificuldade que ele tinha em sua carreira por ser comunista e lutar para isso, o que lhe fez ter muitos inimigos e aliados no meio cinematográfico e o que dificultou o seu reconhecimento na academia, sendo que quase póstumo. Um drama bem envolvente, te instiga a querer saber sobre a vida e obra do cara e mais magnifico o tempo em que a história é contada te traz a nostalgia dos grandes nomes cinematográficos daquela época Audrey Hepburn, Kubrick (no seu inicio de carreira), Kirk Douglas (que ganha um representante no filme). E se hoje você acha que entrar para os queridinhos da academia é complicado, naquela época o processo era bem mais carrasco a ponto de ser necessário se utilizar de outros meios para se viver da arte.
   Se você acha que não viu ou ouviu falar de nenhum trabalho de Trumbo em toda sua vida, aqui vai uma lista do que ele fez pela história do cinema, com seus roteiros magníficos e sempre com diálogos épicos:

. A Man to Remember - 1938
. A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday) - 1953
. The Brave One - 1956 
. Spartacus - 1960
. Exodus - 1960
. O Ultimo Pôr-do-sol (The Last Sunset) - 1961 
. Fuga sem Rumo (Lonely Are the Brave) - 1962
. Papillon - 1973

   A fotografia ganha na minha concepção +3, pelo simples fato de conseguir te transportar para época em que se passa a narrativa do filme, onde para retratar a gravação de um filme se utiliza o preto e branco e quando se passa para vida real temos as cores, ou quando se trata de uma matéria de rádio/tv ele te coloca como se tivesses vendo aquelas televisões antigas em preto e branco, e o melhor se utilizando de imagens reais misturadas com as gravadas para o filme. Isso também acontece na gravação do filme Spartacus na cena em que era para ser o Kirk Douglas interpretando seu personagem, temos o ator Dean O'Gorman refazendo uma das cenas memoráveis de Spartacus como Kirk Douglas.

   A escolha do elenco foi sensacional aqui, o diretor soube aproveitar cada ator escolhido e tirar o melhor de cada um. Mas impossível não destacar aqui o nosso eterno Mr. White (Bryan Cranston), interpretando Dalton Trumbo, apesar de ter achado que no inicio da trama ele não era tão parecido com o próprio Trumbo, mas quando vamos chegando ao fim do filme e mostra o ator envelhecido, ele está tão parecido e o que dizer do discurso emocionante do final? :'( . Bryan, deu mais uma vez um show de interpretação, soube nos fazer apaixonar pelo personagem, torcer para ele, estar ao lado dele e lutar com ele. Mesmo sendo excepcional quando ele contra-cena com outra pessoa notamos a leveza e como ele conduz a cena sem ofuscar o outro. Brilhante!

  Produção aqui está maravilhosa, coube compor a história perfeitamente com os elementos de contextualização, figurino, objetos e o melhor reprodução de cenas que precisariam condizer com a realidade. Merece o meu +5.

   E deixo aqui a minha indignação por este ser o filme, deste ano, injustiçado do Oscar. Pra mim merecia concorrer a muito mais, só Melhor Ator não condiz com toda a excelência deste filme.

14. Brooklyn


  Um filme dirigido por John Crowley, considerado anglo-canadense-irlandês, baseado livro homônimo de Colm Tóibín.
    Uma obra que conta basicamente sobre a imigração dos irlandeses para os EUA, para ser mais especifica para o Brooklyn, mas que para gerar um empatia com o público, uma história de amor é contada porém nada é tão simples como parece.

   Um roteiro que segue uma linha romântica e empática pela personagem que sai da sua terra natal, deixando amigos e família em busca de uma melhor oportunidade em outras terras, a partir dai a garota desajustada de uma cidadezinha irlandesa começa a se adaptar a imensa Nova York e ganhar espaço, sem ter alguém que "se preocupe" com o que faz ou deixa de fazer. E quando consegue se sentir confiante, por ter conseguido o que sempre quis, ela é notada por alguém e a partir daí temos uma história de amor clichê que toda garota já sonhou. E quando você está totalmente torcendo pelo casal protagonista, amando a história e o rumo que ela está tomando BOOM! temos a reviravolta da narrativa, que pra mim foi sensacional, o clichê saí de cena e mais uma vez o desconhecido entra em cena, ou melhor, a verdade nua e crua. A realidade daquela época é mostrada neste filme, os valores, as atitudes, o que valia para as meninas daquela época (viver em prol da família).

   Saoirse Ronan como Eilis Lacey, designa seu papel brilhantemente. Nos fazendo acompanhar a personagem passo a passo e amadurecer junto com ela. Na cena de apresentação já temos de cara a realidade da personagem e o que ela precisa aturar para viver ali, a rejeição que a cidade tem para com ela e a infelicidade da mesma. Quando ela parte para o novo, temos ali o inicio do conhecimento de um novo mundo, ou seja, o despertar da personagem onde em seu caminho ela encontra uma "mentora" que lhe dirá como agir, falar e se comporta na nova terra. Ao chegar no seu destino, nos deparamos com o amadurecimento da personagem, no seu comportamento, forma de falar, de se vestir consegue nos mostrar a mudança da personagem. E quando ela regressa a sua terra natal, isso é deixado bem evidente pelas escolhas feitas pelo diretor juntamente com o figurino. E uma coisa bastante pertinente nesse filme, assim como em Carol, é o uso de uma cor em especifico temos bastante destaque ao longo da película pela cor Verde, que pra mim representa diretamente o que significa: esperança, liberdade, vitalidade e crescimento.

   Outro ponto bastante notado, é a fotografia e suas escolhas para contar essa história tanto quanto as escolhas dos movimentos de câmera quanto a colorização, tons claros, pasteis e harmônicos para demonstrar romantismo, os tons que saem dessa escolha geralmente são para simbolizar alguma coisa, como o vermelho e o verde vivo.

  Esse é outro dos meus favoritos dos indicados, e que certamente será mais um dos injustiçados.


15. Sicario: Terra de Ninguém (Sicario)
 
   Um filme de ação dirigido por Denis Villeneuve, que conta a história de Kate, uma policial do FBI que decide participar de uma ação especial da CIA, que está sendo esquematizada para pegar um grande cartel de drogas do México, ou melhor, o seu chefe.
   Antes de qualquer coisa você deve se perguntar: Mas que diabo significa Sicario?. Não se preocupe no filme você terá essa dúvida tirada ;). Uma obra sem muitos mimimis. Consegue ir direto ao ponto, sem muitos suspenses e histórias paralelas, tudo está interligado por um objetivo comum e o grande conflito deste filme, não está no em como a CIA irá fazer para deter esse grande chefe do Cartel, e isso pra mim foi o plost twist desse filme, a grande questão está em volta da personagem de Emily Blunt (Kate), se ela irá se deixar corromper pelas escolhas que ela precisará ter indo totalmente de encontra com seus princípios éticos e limitações morais. Mas confesso que não achei um grande filme, claro é um ótimo filme de ação mas nada que tenha enchido os meus olhos.
 
   Fotografia, o diretor de fotografia tem os seus momentos sensacionais, nos dando um belo plano de câmera, visual bonito, mas nada recorrente no filme. O que mais me chamou atenção e me prendeu nos momentos tensos do filme, foi a trilha sonora escolhida e feita maravilhosamente, consegue transportar o telespectador pra dentro da cena, e se sentir na situação retratada.

   A escolha do elenco foi pontual, todos trabalharam muito bem. Emily Blunt consegue se destacar, apesar de achar que ela deveria passar mais empatia para o público, mas o ator que mais me chamou a atenção e predeu-a durante todo o filme foi Benicio Del Toro, ele consegue passar a tensão do personagem, a sabedoria e que o mesmo tem algo a mais que ainda não foi contado. Josh Brolin, também não está de todo mal. O elenco consegue se desenvolver muito bem dentro da trama.




#TermômetroOscar2016: Os Vistos da Semana


Como foi dito por aqui, semana passada.
Prometi a vocês a fazer um mini release dos
filmes que estão cotados pro Oscar, e que no 
fim de semana saiu a lista dos indicados, que
infelizmente alguns ficaram de fora :x

   Mas vamos dar continuidade no que foi proposto, e sim, citarei alguns filmes que ficaram de fora da disputa. Como muitos sites/blogs já andaram postando a lista dos indicados em suas paginas, aqui deixo um link, caso você queira saber quais filmes estão concorrendo em quais categorias. Indicados 2016

6. A Grande Aposta (The Big Short)
 
   Um filme de Adam McKay, baseado no livro de Michael Lewis que aborda a temática da crise financeira que ocorreu nos EUA, mas que foi mundial, de 2007-2008.
   Primeiramente preciso dizer que aqueles que gostaram de O Lobo de Wall Street, certamente se encantaram por este aqui, não só por abordar o mesmo assunto (de certa forma), mas por manter o humor, não tão pesado quanto O Lobo, mas são piadas inteligentes e garantidas.
   Um roteiro que daria tudo para ser perdido na película por sua complexidade, consegue ser explicativo e deixar o espectador compreender o que está acontecendo no mundo econômico e os seus termos técnicos, usando de artifícios cômicos e literalmente alguém explicando o que está havendo, mas para não perder a linha e ficar sem sentido, o diretor optou pelo lado cômico, colocando pessoas (famosos) explicando os acontecimentos financeiros de forma simples, entendível e direta, se utilizando dessa estrategia para chamar a atenção de quem assisti. 
   Algo muito recorrente deste filme e que deixa-o mais dinâmico e próximo do telespectador,é os vários momentos que ocorre a quebra da 4º parede, quando um personagem interage com o público falando diretamente com a câmera. O que posso dizer que Ryan Gosling faz muito bem, já que o mesmo é o narrador da história, e digo que faz bem, o que foi mais do que se espera do ator.

   A direção dos atores, foi esplendida dado a quantidade de atores que interagem em um mesmo ambiente e dos encontros dos núcleos, conseguiu se manter o nível. Preciso destacar a atuação de Christian Bale, que faz o seu personagem maravilhosamente e nos colocando a todo momento a complexidade do mesmo, já que ele interpreta um gênio, anti-social, certamente com algum tipo de distúrbio, que vive no seu mundo paralelo,  e é dono de uma empresa de médio porte.

   Outro ponto bastante notável nesse filme, é a sua montagem/edição, apesar do nível de informação absurdo, o que nos deixa de certa forma cansados pela quantidade de conteúdo a ser aprendido e também visto. O diretor optou por dividir o filme em alguns capítulos, nos mostrando o que se passa naquele tempo (o que está em alta no mundo), com frases que interligam com o que irá acontecer na cena seguinte.

  Dada a complexidade do roteiro, diria que o filme tem seus muito alívios cômicos que conseguem te deixar dentro da história e querer terminar de ver o filme, apesar de sabermos o fim dessa loucura toda, queremos saber como cada núcleo irá terminar a sua Grande Aposta. Um filme que vale muito a pena ser visto.

7. Perdido em Marte (The Martian)
   
   Ridley Scott é o grande diretor por trás desta obra, que foi baseada em um livro de Andy Weir, The Martian (2011).

   Preciso dizer que esse certamente é o supervalorizado deste ano, não é melhor que Interestellar que foi esquecido pela academia ano passado, a mesma academia que vangloriou tanto Gravidade. Este filme, pra mim está bem abaixo destes dois, não por ter algo contra mas por simplesmente não ter nada de extraordinário, convenhamos nada menos do que mais um filme com Matt Damon perdido por algum lugar, onde um equipe precisa resgata-lo.
  Apesar de haver piadas, o filme não tem grandes piadas a ponto de concorrer em uma categoria de comedia - não é mesmo Globo de Ouro?-, tem seus alívios cômicos e suas saídas boas, mas nada de extraordinário.

   O que há de impecável, lindo e esplêndido neste filme, certamente é a fotografia que chama bastante atenção, afinal foram cenas gravadas em locações reais, mais precisamente no sul da Jôrdania, Wadi Rum, chamado também de o Vale da Lua nada sugestivo, não é mesmo?- local bastante usado para retratar marte nos filmes, como Planeta Vermelho e Os Últimos Dias em Marte. Algo também que se destaca juntamente com a fotografia são os seus efeitos visuais e sua trilha sonora. 
  Mas preciso confessar que Mad Max é um candidato de forma diretíssima e  que para mim ganha com +2 pontos a frente, nestes quesitos técnicos. -não esquecendo que ainda temos Star Wars nessa disputa-.

8. Spotlight - Segredos Revelados (Spotlight)
   
   Um filme de drama biográfico com direção de Tom McCarthy, que aborda a história de como a Igreja católica tratou os casos de abusos sexual que ocorriam de membros do clero com crianças.
   
   Um roteiro com uma pegada jornalistica e que aparentemente tem a intenção de querer dissipar a informação e o que aconteceu naquele ano e o porquê de ter demorado tanto para se ter o conhecimento dos fatos. Nada de extraordinário ao roteiro, mas te prende por ter um ar investigativo e de instigar a querer saber a história e o porque das coisas. A dificuldade dos personagens está em como coletar as informações, como acha-las, já que a Igreja tem total poder na cidade de Boston e vinculo direto com a politica e como o jornal fará para publica-las e ser o único a ter as informações completas. 
   
   O filme mantem um ritmo, e é neste ponto que ele peca, pois poderia ter dado dinâmica se utilizando da fotografia com planos e movimentos de câmera mais dinâmicos, já que o roteiro é lento, detalhado e repleto de diálogos intensos.

   Os atores, não tiveram um desempenho tão maravilhoso, quanto o esperado (talvez). Entre os escalados a que mais se destaca entre é Rachel McAdams, que consegue desenvolver mais sua personagem e ganhar a atenção do público. Mark Rufallo, até que tenta ter uma carga dramática quando é solicitado e necessário, mas não consegue convencer tanto quanto o esperado. Michael Keaton, é outro ator que simplesmente some, é apagado, sem muito conteúdo e quando achamos que teremos uma boa atuação e o esperado do ator, ele se mantem no esquecível, provando que poderia ser totalmente substituído por outro no lugar que, talvez, nem se notaria a troca.

9. Carol
     
   Um filme de Todd Haynes, baseado no livro de Patricia Highsmith, The Price of Salt (1952).
   Carol, conta a história de uma mãe de família que está em processo de divorcio com o seu marido, por não ama-lo mais e por ter sido forçada ao casamento pelas condições que se tinha nos anos 50 a respeito do casamento e da situação homo-afetiva. Carol se apaixona por Therese e a partir dai a história se desenrola.

   Um roteiro que conta uma história de amor, de forma delicada e terna. Desde o inicio de uma relação do primeiro trocar de olhar à primeira relação sexual. O filme corre num tempo romântico sútil e suave, com uma fotografia que dá o tom gracioso que o filme quer passar assim como a paleta de cores escolhida, para que além de passar o romance se destaque a feminilidade das personagens. Vemos a presença contante do tom laranja na personagem interpretada por Cate, o que pra mim está diretamente ligado ao significado desta cor: coragem, determinação e ousadia, ou seja, por em pratica o que se deseja. Carol foi gravada em uma Super 16mm

   A opção de montagem do diretor, faz com que possamos nos emergir na história no momento certo. Iniciando do fim para que a história possa ser contada, e quando achamos que ela já se desenvolveu por ter voltado ao principio de tudo, a história prossegue para ganhar o seu desfecho. Juntamente com os movimentos de câmera e os cortes sutis o romance conquista o espectador.
 
  A trilha sonora prende-nos do incio ao fim da história, tudo bem orquestrado, como se tudo fosse escolhido a dedo, um primor. Nos deixando apaixonados pela história e pelas personagens. E o que dizer das personagens, ou melhor, das atrizes Cate Blanchett mais uma vez mostra a sua capacidade de atriz em sua interpretação de Carol, nos repassando a elegância, postura, confiança e determinação da personagem, consegue nos repassar a segurança que a personagem tem de si mesma. Quanto Rooney Mara, contra cena de forma perfeita, mostrando as nuances da personagem, sua jovialidade, curiosidade, delicadeza e a sua admiração por Carol e quando achamos que é apenas isso. Rooney nos repassa o amadurecimento da personagem, o quanto ela cresceu e se tornou segura, sabendo o que quer.

   Preciso dizer aqui que a cena de sexo entre as duas nos deixa claro que o amor é o sentimento presente, nada vulgar e carnal como em Azul é a Cor mais quente - vulgar no sentido de ser mostrado muito tudo, e na hora do sexo apenas focar nisso e não no sentimento das personagens.- O diretor consegue colocar apenas os elementos necessários, mostrar a relação entre duas mulheres como algo puro, normal, apenas o amor.
      
10. Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)
 
   Um filme de Spielberg, com um roteiro dos magníficos Irmãos Coen. Que conta sobre o advogado James Donovan, que durante o período da Guerra Fria fica encarregado de Rudolf Abel, um suposto espião soviético capturado pelos americanos. O que torna Donovan uma importante ponte de negociação entre os dois extremos EUA e URSS.

   Colocando a minha sinceridade, este filme não foi um dos melhores colocados na lista dos indicados, assim como Perdido em Marte. Pra mim foi mais um filme de patriotismo americano - o que ironicamente sempre existe entre os cotados- além de nesta obra ser encontrado todos os clichês da clássica jornada do herói que temos conhecimento. Um filme bom, mas que certamente será visto por ser de Spielberg e por ter Tom Hanks no elenco.

    O roteiro te prende pelo contexto da história, o quando ela é passada e até que o diretor consegue captar toda essa tensão existente no período, de certa forma foi bem produzido, mas algumas coisas são bem forçadas pra destacar a diferença entre um país e o outro, comparações bem clichês como criança correndo pra atravessar o murro e serem mortas entre crianças correndo pulando grades para brincar. Mesmo com todas as escolhas clichês e o patriotismo americano, o filme é bom e vale a pena ser assistido, pela forma como Tom Hanks conduz seu personagem, como ele argumenta e o fardo que ele carrega, fazendo o clássico tipo politicamente correto, mas além de Tom Hanks outro que merece destaque, apesar do pouco contato que temos com o personagem é Mark Rylance que interpreta Rudolf Abel. Apesar de finalizar dizendo que se os Irmãos Coen além de escrever, tivessem também dirigido certamente teríamos um filme bem mais conduzido, menos patriótico e clichê.




#TermômetroOscar2016: Quais serão os escolhidos?


Olá meus idealistas, nem precisamos comentar
o quão o Globo de Ouro foi hilário, não é mesmo?
Com Jobs levando roteiro tendo "Oito Odiados" e 
"Quarto de Jack, sem falar em "Perdido em Marte" ter 
levado Melhor comedia tendo "A Grande Aposta", 
sem mencionar melhor ator, qual é, Matt Damon?

   Mas enfim, não é mesmo pelo menos não foi uma piada total tendo DiCaprio levando mais um Golden Globe e Iñárritu, apesar de achar que "Quarto de Jack" também merecia. Sendo assim resolvi fazer uma lista falando sobre os filmes que já assisti e que estão na disputa para entrarem para o Oscar 2016, portanto essa postagem será recorrente quando atingir o numero total de cinco filmes vistos

1. Os Oito Odiados (The Hateful Eight)   
  Uma película, de Quentin Tarantino com duração de 3h, mas que certamente você não sente o tempo passar de tão envolvente, o filme te prende do inicio ao fim. Quentin, certamente voltou ao seu modo de fazer roteiro sensacional, depois de Bastardos Inglórios e Cães de Aluguel, esse filme entra pro meu Top 3 Tarantinesco. Tarantino, transforma Os Oito Odiados em um Kill Bill versão velho oeste.
   
   Um roteiro divido em seis atos, assim como uma peça de teatro e assim mesmo decorre o filme, como se você estive presente ali todo o tempo, assistindo ao vivo tudo aquilo acontecer. Tudo muito bem ensaiado, os atores simetricamente perfeitos, cada um desenvolvendo seu papel brilhantemente, mas de todos os personagens, a que mais se destaca e chama a atenção é Daisy Domergue (Jennifer Jason Leight). Espero que ocorra uma indicação a Melhor Atriz Coadjuvante, pois ela certamente merece. Uma bela direção, Tarantino, consegue manter a qualidade e o interesse nos personagens do inicio ao fim, além de fazer com que eles consigam dançar conforme a sua música. 
   Quanto a produção, pra mim ganha +3 por ter conduzido maravilhosamente está parte, quer dizer trabalhar no frio não é pra qualquer um, não é mesmo?

Um aviso: Certamente este é um dos filmes mais violentos que Tarantino já produziu. O que eu quero dizer com isso? Bom, não é apenas um filme sobre vingança e sangue em exagero, é um filme que digamos assim... Traz cenas fortes de mortes e de certa forma adoração/prestigio de ver alguém morrer. 

2. O Pequeno Principe (Le Petit Prince) 
   Para amenizar o quadro anterior, vamos de animação.
  Um filme francês, assim como a obra em que foi baseado. Para aqueles que ainda não viram, não é um filme baseado na obra, é um filme que conta sobre a obra, ou seja, é mencionado o livro como uma forma de ensinamento.
   Se você foi uma criança que como eu leu e viveu o livro de Antoine de Saint-Exupéry, este filme vai te encantar de uma forma tão pura e simples que se torna surpreendente.

   O roteiro traz a historia de uma garotinha que tem a vida controlada pela mãe, todas as suas tarefas se voltam para a sua vida adulta que está planejada. Uma criança sem tempo para ser criança, mostrando aqui a questão da adultização e do amadurecimento precoce, não deixando a criança ter o seu tempo para ser o que é, até que a menina conhece um amigo que fez parte da história e conheceu O Pequeno Príncipe, a partir desse ponto a relação entre a menina e o aviador se amadurece, fazendo com a personagem viva a sua infância, mostrando-nos que isso é essencial. E por ai não para, o roteiro brilhante, que faz com que você pense sobre mil coisas na vida, com ensinamentos constantes que não se é tão velho assim para ser criança, ou que seja, mas que pelo menos mantenha essa criança dentro de você. Mostra que o mundo adulto é metódico, rotineiro, maçante e cheio de responsabilidades, mas que tudo pode ser diferente se você tiver sua criança interior, e não se esquecer dela. Um filme tão poético quanto o livro que homenageia, certamente um prato cheio pra nostalgia, reflexões, lições e emoções ao extremo.
  Um filme belo de se ver, de se ouvir e de certamente aprender, consideraria até que o filme é um tanto filosófico para crianças, mas creio que vale a pena coloca-las para assistir, além é claro de ler O Pequeno Príncipe.

3. O Regresso (The Revenant) 
  O tal comentado filme que traz DiCaprio e a sua talvez estatueta do Oscar.
   Um filme de Alejandro Iñárritu, que conta a história real de Hugh Glass que foi deixado para morrer pelos seus companheiros quando foi atacado por um urso. Um drama bem dirigido e produzido, que nos rendeu, certamente, uma maravilhosa atuação de DiCaprio, ele faz você sentir a dor, a agonia, o desespero e a luta do personagem. Consegue te prender e até almejar pra que ele consiga sua vingança, de tão árduo que foi o caminho, fazendo com que torçamos pra que ele consiga - se você acha que ele merecia ter levado o Oscar nos outros filmes que ele atuo, certamente você achará que definitivamente esse ano é DiCaprio-, você se conecta com o personagem e quando ele chega no seu objetivo, parece que aquele foi o seu objetivo também, na cena em que DiCaprio olha nos olhos da câmera, é como se você estivesse ali e foi pra batalha junto com ele. Ponto pra Iñárritu e ponto para DiCaprio por aguentar o close.
   
   Um filme com um roteiro bem dolorido, quando você acha que o personagem vai respirar, mais coisas vão acontecendo uma atras da outra, quando ele finalmente renasce (literalmente), você agradece e diz Amém, o filme traz seus alívios cômicos nos momentos oportunos e quando se deve ter.
   Sua fotografia é belíssima, apesar de tons escuros e frios por conta do contexto da história - inverno- o diretor de fotografia soube lhe dar com isso de forma eficaz, nos dando assim o presente de imagens surpreendentes de paisagens maravilhosas, com movimentos de câmera que acompanham e mantem o ritmo de drama da historia juntamente com uma trilha sonora eficaz e pontual, nos momentos certos dando a emoção que precisa ser ampliada.

4. O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur)
   
   Mais uma animação Pixar, foi para o cinema e preciso dizer que mais uma vez veio para nos fazer chorar.
   Este filme tenho a honra de dizer que concorre com Divertida Mente (Inside Out) diretamente e de forma igualitária, tanto que se Bom Dinossauro chegar a levar o Oscar, não ficarei chateada.
  
   Os primórdios de uma era e de uma amizade épica Arlo e Spot, entram para o rank das melhores e mais inspiradoras amizades da história do cinema - posso está exagerando, mas vale o exagero-. Mais uma vez, um filme não tanto pra crianças assim, quer dizer aborda questões menos cabeçudas que Inside Out, mas ainda sim são assuntos um pouco fortes, não devo entrar em muitos detalhes porque não quero dar spoilers. Mas aborda questões como perdas, superações dos medos e uma coisa importante, lições - Pra crianças? sim. Porém mais para os Papais-. Arlo precisa superar seus medos e temos até sentimento de pena pelo personagem que simplesmente passa por poucas e boas, momentos bem ruins até encontrar um amigo, Spot, um homo sapiens retratado nesse caso mais como um animal de estimação que é o seu melhor amigo (O que nos leva ao Universo Pixar, mas isso  merece um post único), a partir de então tudo fica melhor e "mais fácil".
   Um filme que temos extremos absurdos de uma emoção a ponto de chorar à emoção incontrolável de rir, sinceramente um filme que pra mim foi uma obra de arte em todos os aspectos soube ter seus alívios cômicos, sua trilha sonora comovente, personagens encantadores com os quais você se identifica, um filme visualmente lindo.    

   Ah! sem conta as referencias notórias a outros filmes, que com certeza você irá perceber... Rei Leão, Procurando Nemo... Poderia passar horas falando sobre esse filme, mas me contendo em dizer assistam e sintam o que eu senti.

Obs.: O que está havendo com o mundo das animações? Ou tenho sido uma adulta sensível de mais ou eles realmente querem mexer ABSURDAMENTE com o meu emocional. Caramba!

5. O Quarto de Jack (Room)

   Um filme de Lenny Abrahamson, baseado no livro de Emma Donoghue que conta a história de Jack e sua mãe em um quartinho onde para Jack é o seu mundo e ali é tudo o que ele precisa, mas na verdade é um cativeiro onde sua mãe está mantida á pelo menos 7 anos.
  Um filme de sensibilidade única, apesar da temática forte e repugnante, o diretor consegue com que seja um relato de uma criança sobre se sentir segura com a sua mãe e mesmo que seja num quartinho pra ele isso basta. Sua mãe, por outro lado, esconde a realidade e  tenta repassar pra ele que ali é o lugar perfeito e que nada de ruim acontece ali, até que Jack completa 6 anos e Joy decide lhe contar a cruel realidade.

   Um drama incomodo, de certa forma, por ser a realidade existente no mundo, mas que possuí uma sensibilidade, uma forma de lhe dar com isso sútil através do olhar de uma criança. E o que dizer do diretor que consegue prender a sua atenção e dar dinamismo para cenas passadas em apenas uma locação e de espaço restrito. A cada novo plano uma nova descoberta do mundo de Jack e de sua rotina.
   Quanto aos atores Brie Larson como Joy "Ma" e Jacob Tremblay como Jack , em uma sintonia extrema, super ligados. Certamente uma maravilhosa atuação de Brie, que deve com absoluta certeza levar uma indicação de Melhor Atriz e digo que até de levar o prêmio. Brie conduz a personagem de forma esplendida, mostrando as nuances, os conflitos da personagem de forma transparente, nos repassando a dor, o desespero, a angustia ao mesmo tempo de que o amor extremo, proteção da personagem
   Um dos melhores dramas que vi esse ano!